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    José Gonçalves triunfa em Viana do Castelo, Veloso seguro na liderança

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    Filipe Cardoso vence na Sra. da Graça e Veloso consolida liderança

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    Davide Vigano vence em Fafe e Veloso segura a camisola amarela

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    Delio Fernández conquista 2ª etapa com Gustavo Veloso de amarelo em Montalegre

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  • 1
    Pedro Cruz - Águas Santas / Milaneza
    192
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Resultados da Jornada

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  • 20
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  • Sanjoanense
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  • 3
    Sporting
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  • FCP / Império Bonança
    6
  • 6
    Valongo

Entrevistas

Notícias

    • José Gonçalves triunfa em Viana do Castelo, Veloso seguro na liderança

      jose goncalves
      3 Agosto, 2015

      O português José Gonçalves, uma das figuras em destaque nesta 77ª Volta a Portugal em Bicicleta, soube impor-se na chegada em sprint ao topo de Santa Luzia, na 5ª etapa, que ligava Braga a Viana do Castelo. Em território minhoto, o ciclista que representa os espanhóis da Seguros RGA conquistou a vitória na etapa, sendo secundado pelo duo espanhol da W52 – Quinta da Lixa formado por Gustavo Veloso e Delio Fernández, que fizeram o mesmo tempo de José Gonçalves e reforçaram a liderança na geral individual. Jóni Brandão e Alejandro Marque, ambos da Efapel, foram 4º e 5º classificados, chegando com atrasos de 2 e 3 segundos em relação ao vencedor da etapa e mantendo os seus postos na perseguição ao camisola amarela.

      Fuga precoce, anulada ao longo da corrida.

      Tal como tem sido apanágio nesta Volta a Portugal, o início da etapa foi marcado pela iniciativa de um grupo de aventureiros que procuravam a sua sorte numa etapa predominantemente plana. No total, foram 11 ciclistas das mais diversas equipas que buscaram a sorte nas montanhas que povoavam os primeiros quilómetros do trajecto, à saída de Braga. Os fugitivos chegaram a contar com uma vantagem de 3 min 35 s, porém nunca se conseguiram distanciar de forma efectiva do pelotão, que conseguiria reduzir a desvantagem. Os homens da frente acabariam por se separar, formando-se grupos intermédios entre a frente da corrida e o pelotão, numa altura em que a corrida passava por Vila Nova de Cerveira, descendo o rio Minho.

      A frente da corrida chegou a ser composta apenas por Alberto Gallego (Rádio Popular-Boavista) e Fabricio Ferrari (Seguros RGA), aos quais se juntaram outros 4 ciclistas já deopis da passagem pela meta-volante de Viana do Castelo. No entanto, o grupo de 6 ciclistas seguia com uma vantagem de apenas 1 min 38 s para o pelotão e acabaria por não conseguir resistir ao forte ritmo imposto pelos homens à cabeça do pelotão, que alcançariam os fugitivos a 2 km da meta. Na chegada a Santa Luzia, José Gonçalves fez valer os seus dotes de sprinter, seguido de perto pelos 4 primeiros da classificação geral.

      Veloso firme na amarela sempre escudado por Fernández, o guarda-costas

      A cumplicidade de Gustavo Veloso e Delio Fernández revela-se como principal imagem de marca da Volta a Portugal, constituindo a chave para o sucesso da W52 – Quinta da Lixa na prova. Até ao momento, os dois espanhóis têm conseguido manter-se sempre nos lugares cimeiros das etapas, reforçando graduamente a sua liderança na geral. Após a subida a Santa Luzia, Veloso segue na frente, com uma vantagem de 15 segundos para Fernández, que segue na segunda posição. Jóni Brandão está no último lugar do pódio, a 41 segundos do líder, enquanto Amaro Antunes (LA Antarte) ocupa o 4º lugar a 52 segundos. Alejandro Marque segue na 5ª posição, a 1 minuto e 2 segundos do camisola amarela. José Gonçalves, vencedor da etapa, está longe do topo da classificação, na 17ª posição a 2 min 24 s do líder, mercê do tempo perdido na Sra. da Graça no passado Domingo.

      Numa etapa predominantemente plana, a única contagem de montanha, de quarta categoria, não afectou a classificação, na qual Bruno Silva (LA Antarte) se mantém líder, com 64 pontos, ostentando uma larga vantagem sobre Filipe Cardoso (Efapel), com apenas 32 pontos. Na classificação de pontos, Gustavo Veloso alcançou a lidernça, após o 2º lugar na etapa de hoje, e acumula a camisola dos pontos com a amarela. Veloso tem neste momento 68 pontos, enquanto Jóni Brandão segue com 61 e Delio Fernández se fica pelos 55. Na juventude, o russo Aleksey Rybalkin reforçou a liderança, aproveitando um mau dia do rival italiano Luca Capelli para estender a sua vantagem para 4 min 13 s. A nível de equipas, a W52 – Quinta da Lixa continua a dominar, agora com 2 min 10 s de vantagem sobre a LA Antarte, que segue na segunda posição.

      Amanhã, 3ª feira, a Volta prossegue com a 6ª etapa, com partida programada para Ovar e chegada a Oliveira de Azeméis, num total de 153,1 km, tratando-se de uma etapa mais interessante a nível de montanha. É a última etapa da volta antes da mítica subida da Torre, agendada para 5ª feira, que promete introduzir alterações na geral individual.

    • Filipe Cardoso vence na Sra. da Graça e Veloso consolida liderança

      4Etapa_Chegada
      2 Agosto, 2015

      Desta vez, a vitória em Mondim de Basto sorriu a um português: Filipe Cardoso (Efapel) foi o único resistente da fuga gerada nos primeiros quilómetros da corrida e capitalizou da melhor forma a vantagem para conseguir a vitória numa das mais emblemáticas etapas da Volta a Portugal. No entanto, o ataque do pelotão nos quilómetros finais originaria uma fragmentação em diversos grupos mais pequenos, que acabariam por alcançar o ciclista da Efapel junto da meta. Assim, o seu companheiro de equipa Jóni Brandão (Efapel) e o camisola amarela Gustavo Veloso (W52 – Quinta da Lixa) terminaram a prova nas segunda e terceira posições, respectivamente, mas com o mesmo tempo de Filipe Cardoso.

      Filipe Cardoso iniciou a fuga e resistiu até ao fim

      A etapa começou com quase meia hora de atraso, uma vez que a Team Ecuador se desorientou no caminho rumo à meta de partida, em Alvarenga. No entanto, os principais nomes com pretensões à glória na Sra. da Graça não perderam tempo, armando a primeira fuga com apenas 15 minutos na estrada. Filipe Cardoso constava na lista de 8 ciclistas que compunham a fuga, onde também figuravam o seu colega de equipa Oscar Brea e o líder da montanha, Bruno Silva (LA Antarte).  A vantagem dos fugitivos apresentou flutuações ao longo da etapa, tendo atingido o máximo de 7min 40s, já depois da passagem no primeiro prémio de montanha, em Bigorne.

      No entanto, o grupo da frente foi-se desagregando e o pelotão aumentou o ritmo da corrida, de tal forma que, depois do prémio de montanha do Alto da Cumieira, Filipe Cardoso e Bruno Silva eram os únicos sobreviventes na cabeça da corrida, a 4min 30s do pelotão. Após o prémio de montanha de 1ª categoria da Barragem do Alvão, em que Bruno Silva mais uma vez de impôs, coube a Filipe Cardoso a responsabilidade de assumir a liderança isolada da corrida, enquanto todos os seus colegas de fuga eram alcançados pelo pelotão. O ciclista da Efapel manteve uma vantagem superior a 4 minutos até à meta-volante em Mondim de Basto, tendo o ataque dos grupos perseguidores sido intensificado na subida dos quilómetros finais, resultando numa chegada completamente fragmentada dos 114 ciclistas que concluíram a mítica etapa da Volta. Desta vez, porém, Filipe Cardoso conseguiria mesmo segurar a vitória na Sra. da Graça.

      Veloso reforça liderança

      Com o excelente tempo na etapa, Gustavo Veloso ampliou a vantagem na classificação geral para Delio Fernández, seu companheiro de equipa na W52 – Quinta da Lixa, que ainda assim chegou com apenas 4 segundos de atraso e está agora a 17 segundos de Veloso. O último lugar do pódio é agora ocupado por Jóni Brandão (Efapel), segundo na etapa de hoje, que se mantém a 35 segundos do líder. Existem 15 ciclistas na classificação geral individual a menos de 2 minutos do líder, mantendo-se a mesma tendência de domínio ibérico: todos são lusos ou espanhóis. Já José Gonçalves (Seguros RGA), que à partida na etapa estava no 3º lugar da geral, perdeu muito tempo hoje, averbando um atraso de 2min 14s que o arremessou para longe na classificação, ocupando agora o 18º lugar a 2min 30s do camisola amarela.

      Na classificação da montanha, Bruno Silva incrementou a liderança, com 64 pontos – o dobro dos do segundo classificado, Filipe Cardoso. O vencedor da etapa de hoje ascendeu ao topo da classificação dos pontos, contabilizando agora 53, mas seguido de perto pelo camisola amarela Gustavo Veloso, que soma 52. Na classificação por equipas, a W52 – Quinta da Lixa é cada vez mais líder, deixando a concorrência da LA Antarte a 1min 49s – natural para uma equipa que conta com os dois ciclistas da frente. Na juventude, Luca Capelli (Team IDEA 2010 ASD) perdeu a liderança para o russo Aleksey Rybalkin (Lokosphinkx), que foi mais forte na Sra. da Graça e conta agora com 20 segundos de vantagem para o italiano.

    • Davide Vigano vence em Fafe e Veloso segura a camisola amarela

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      2 Agosto, 2015

      A 3ª etapa da 77ª Volta a Portugal em Bicicleta não trouxe mudanças no topo da classificação da prova: a estirada entre Boticas e Fafe acabaria por se decidir numa chegada ao sprint, coroando o italiano Davide Vigano (Team Idea 2010 ASD) como vencedor e o camisola amarela Gustavo Veloso (W52 – Quinta da Lixa) na segunda posição. Manuel Cardoso (Team Tavira) foi o melhor português em prova, alcançando o último lugar do pódio. Os mais directos adversários de Veloso na geral, José Gonçalves (Seguros RGA) e Delio Fernández (W52 – Quinta da Lixa) classificaram-se no 5º e 21º lugares, respectivamente, mas com o mesmo tempo. Ainda assim, Gustavo Veloso aumentou a vantagem para ambos, fruto das bonificações concedidas.

      Fugas sem sucesso

      A história da etapa centra-se nas duas fugas geradas ao longo da corrida, que acabariam por ser anuladas. A primeira formou-se depois da passagem pelo segundo prémio de montanha (quilómetro 34,8), tendo sido composta por 9 ciclistas. No entanto, nunca dispuseram de mais de 1 minuto de vantagem e acabariam por ser absorvidos pelo pelotão pouco tempo depois.

      A segunda fuga, mais duradoura, iniciou-se no quilómetro 83,5 e contava com 5 ciclistas de equipas diferentes: Alberto Gallego (Rádio Popular-Boavista), Domingos Gonçalves (Efapel), Higinio Fernandez (Team Ecuador), Jetse Bol (Cyclingteam Join’s – De Rijke) e Dimitri Claeys (Verandas Willems). Os fugitivos dispuseram de uma vantagem máxima de 2,45 segundos para o pelotão, conseguindo geri-la durante a maior parte da etapa, mas acabariam por ser alcançados gradualmente. Na passagem pela última contagem de montanha, em Goiães, Alberto Gallego e Domingos Gonçalves já eram os únicos sobreviventes, com o ritmo crescente do pelotão a revelar-se demolidor para as aspirações de ambos: Domingos Gonçalvez foi o primeiro a ser alcançado e o próprio Alberto Gallego, que seguia na frente, acabaria por se dissolver na massa compacta do pelotão a 4 km da meta. No final, a chegada ao sprint seria inevitável.

      Tudo igual na geral individual. Mudanças apenas nos pontos.

      A classificação geral individual mantém a sua configuração anterior: Gustavo Veloso na liderança (14h 35min 08s), Delio Fernández na perseguição ao compatriota e companheiro de equipa a 9 segundos e José Gonçalves muito próximo dos dois homens da W52 – Quinta da Lixa a apenas 12 segundos. No entanto, existem 14 ciclistas a menos de 1 minuto de Gustavo Veloso, numa Volta a Portugal onde ainda restam as duas grandes etapas de montanha: a subida ao alto da Sra. da Graça, já amanhã, e a subida da Torre, na próxima 5ª feira.

      Bruno Silva mantém a liderança na classificação da montanha, com larga vantagem (39 pontos, com o Delio Fernández nos 15 pontos). No entanto, o líder da classificação dos pontos é agora o italiano Davide Vigano, que com a vitória de hoje amealhou 25 pontos preciosos, contabilizando um total de 41 que lhe dão a camisola dos pontos. O seu compatriota e colega de equipa da IDEA 2010 ASD Luca Capelli enverga ainda a camisola da juventude, com 27 segundos de vantagem para Joaquim Silva (W52 – Quinta da Lixa).

      A etapa de amanhã promete outro tipo de emoções, distintas das de uma chegada ao sprint. Unindo Alvarenga a Mondim de Basto, contabilizará 159,4 km, e promete a criação de diferenças mais amplas na classificação geral.

    • Delio Fernández conquista 2ª etapa com Gustavo Veloso de amarelo em Montalegre

      delio
      31 Julho, 2015

      Nem mesmo o vencedor da etapa conseguiu superar os 175.6 km que separavam Macedo de Cavaleiros e Montalegre em menos de 5 horas! No final de um percurso fisicamente muito desgastante, que terminou com os declives acentuados da Serra do Larouco e uma íngreme subida rumo a Montalegre, o espanhol Delio Fernández, da equipa da W52 – Quinta da Lixa, conseguiu prevalecer perante a concorrência feroz do português José Gonçalves, da Caja Rural. Os dois ciclistas decidiram a vitória na etapa ao sprint, tendo demorado exactamente 5 horas e 1 segundo a percorrer a distância da etapa, mas com o espanhol a cortar a meta em primeiro lugar.

      No entanto, o verdadeiro vencedor da tarde foi outro espanhol, também ele da equipa da W52 – Quinta da Lixa: Gustavo Veloso foi 3º em Montalegre, com apenas 6 segundos de desvantagem para o duo da frente, e vestiu a camisola amarela. O espanhol já vencera a mesma etapa em 2014 e consagra assim a cidade transmontana como um amuleto da sorte no seu historial da Volta a Portugal. O ciclista luso da Efapel, Joni Brandão, foi 4º na etapa, com o mesmo tempo do actual camisola amarela. Amaro Antunes, da LA Antarte, e Alejandro Marque, da Efapel, chegaram com 8 segundos de diferença para o líder da etapa, numa chegada aos pares ao cimo de Montalegre.

      A etapa fora longa e a sua história gira em torno de uma fuga duradoura, que se iniciou quando tinham decorrido apenas 20 minutos desde o início da etapa. Encabeçado geralmente por Bruno Silva (LA Antarte) e Stef van Zummeren (Verandas Willems), o grupo de 6 ciclistas resistiu heroicamente durante cerca de 4 horas, mas já depois das 17h a fuga acabaria por ser anulada, quando o pelotão se precipitou sobre Fernando Grijalba (Caja Rural), o último resistente.

      Posteriormente, o pelotão foi aumentando o ritmo na subida final (5% de inclinação) rumo a Montalegre, deixando para trás alguns ciclistas, incluindo o anterior camisola amarela, Gaetan Bille (Verandas Billes). Alguns terão optado por não apostar na etapa, reservando energias para as fases posteriores da prova. Nos últimos quilómetros, a fragmentação do pelotão foi cada vez mais notória, com várias tentativas de fuga a sucederem-se e o ataque à meta a ser encabeçado pelos ciclistas que acabariam por alcançar os primeiros lugares.

      Reviravolta na geral individual 

      Com os excelentes tempos de hoje, Gustavo Veloso ascende ao topo da classificação geral individual. Porém, o novo camisola amarela é acompanhado pelo seu colega da W52 – Quinta da Lixa, Delio Fernández, que com a vitória de hoje trepou para o 2º lugar da geral, a apenas 3 segundos de Veloso. Os dois espanhóis da equipa portuguesa são acompanhados no pódio pelo luso José Gonçalves, que representa os espanhóis da Seguros RGA, a apenas 6 segundos do camisola amarela. Ricardo Vilela, também da Seguros RGA, é 4º na geral, mas já com 28 segundos de desvantagem. Sem surpresa, todos os ciclistas no Top 20 da geral individual são de origem ibérica e pedalam por equipas lusas ou espanholas (à excepção de Daniel Domniguez que representa a Team Ecuador).

      Na classificação por equipas, a supremacia da W52 – Quinta da Lixa é inconstestável, mercê das excelentes prestações de Delio Fernández e Gustavo Veloso no dia de hoje, sendo seguida pelo grupo da LA Antarte, a 34 segundos. Na classificação dos pontos, José Gonçalves (Seguros RGA) lidera com 26, com Delio Fernández (W52 – Quinta da Lixa) e Vicente Garcia de Mateos (Ray Just Energy) na perseguição com 25 pontos. Bruno Silva (LA Antarte) é o líder destacadíssimo da classificação da montanha, com 35 pontos, enquanto o italiano Luca Capelli (Team Idea 2010 ASD) veste a camisola da juventude, fruto da sua 27ª posição na classificação geral.

      Amanhã, o pelotão da 77ª Volta a Portugal em Bicicleta percorre os 172,2 km da ligação de Boticas a Fafe, num trajecto que inclui 2 contagens de montanha de 4ª categoria e 1 contagem de 3ª categoria (Colonos de Paredes).

    • Instituto Politécnico de Leiria estreia-se num campeonato Europeu Universitário

      ipl
      30 Julho, 2015

      A equipa de andebol masculino do Instituto Politécnico de Leiria, IPL, irá participar pela primeira vez num campeonato Europeu Universitário da modalidade. O campeonato irá decorrer entre os dias 2 e 9 de Agosto na cidade dos arcebispos, Braga.

      Depois de terem sido vice-campeões nacionais, no passado mês de Abril, só superados pela fortíssima equipa da Universidade do Minho, a equipa do IPL irá medir forças com outras faculdades da Europa. O objectivo principal passará por lutar e dignificar a Instituição em todos os jogos do princípio ao fim, como tem sido uma constante nesta modalidade.

      A preparação da equipa tem decorrido no Centro Desportivo Juventude Lis e todos os atletas têm mostrado motivados para esta estreia absoluta. Para Marco Afra, treinador experiente e habituado a estes grandes palcos “o andebol é uma modalidade implementada em Leiria e vamos mostrar a todos a qualidade de jogo que aqui se pratica. Queremos mostrar que sabemos jogar.”

      O capitão de equipa João Silva afirma: “Sabemos as dificuldades que iremos passar e o poderio das outras equipas no entanto estaremos em todos os jogos para ganhar e disputar todos os lances como se fosse o último e dignificar o IPL, uma instituição que tanto nos tem dado e ensinado e que nos permitiu estar presente nesta prova”.

    • André Gomes muda-se para o SC Braga/AAUM

      André Gomes - SC Braga/AAUM
      27 Julho, 2015

      SC Braga/AAUM chegou acordo com o universal André Gomes para as próximas duas temporadas.

      O internacional português chega ao SC Braga/AAUM oriundo do AD Modicus onde fez 22 partidas e apontou 12 golos. Além do AD Modicus André Gomes teve uma passagem pelo estrangeiro mais precisamente pela Rússia onde representou o Novaya Generatsiya durante dois anos.

      Na assinatura do contrato o jogador mostrou-se bastante satisfeito por representar o emblema bracarense “é um clube que me permitirá continuar a evoluir enquanto jogador de futsal e é um dos melhores clubes do nosso campeonato.” Frisou também que se irá empenhar ao máximo em prol do clube e da equipa, “prometo dar o meu máximo todos os dias e ajudar os meus companheiros a conquistar os objetivos da equipa. Serei mais um para ajudar e estou muito entusiasmado com esta nova etapa na minha carreira”. Paulo Tavares conta assim com mais um internacional português no plantel para atacar a próxima temporada.

    • Sporting: Campeão Europeu Zupo é o novo treinador

      Zupo é o novo treinador do Sporting
      21 Julho, 2015

      Depois de muitos rumores, o Sporting oficializou o espanhol Javier Zupo Equisoain como o próximo treinador. Depois de rescindir o contrato com Frederico Santos, especulou-se durante algumas semanas quanto ao próximo treinador leonino. Mas, Zupo esteve sempre na linha da frente, o que fica agora confirmado.

      Aos 63 anos, Zupo é um dos mais conceituados treinadores espanhóis. E conhece bem o andebol nacional, depois de orientar a Selecção de Portugal, em 1999. Mas, foi ao serviço do Portland de San Antonio (com Ricardo Andorinho,entre outras estrelas) onde mais brilhou. Chegou em 1989 e, em dez anos, venceu  uma Liga dos Campeões, uma Supertaça europeia, duas Recopas europeias, duas ligas espanholas, duas Taças do Rei e uma Supertaça espanhola.

      É também de Zupo parte do mérito do excelente Mundial do Catar, no ano passado, quando a equipa conseguiu um brilhante segundo lugar, caindo apenas frente à França, na final.

      Zupo assina, agora, pelo Sporting por duas épocas e em declarações ao sítio oficial do clube, revela uma natural ambição: “O Sporting é um Clube com fome de títulos. Com trabalho e com garra espero poder dar essa alegria ao Clube de voltar a ser campeão. É esse o meu grande objectivo”.

    • Portugal vence Taiti e conquista hegemonia do futebol de praia mundial

      portugalcampeao
      19 Julho, 2015

      Formidável! A selecção nacional de futebol de praia atingiu hoje o lugar mais alto na hierarquia do futebol de praia, conquistando o título de campeão do mundo da modalidade pela primeira vez desde que a competição tem a chancela da FIFA, perante os milhares de adeptos lusos presentes no areal da Praia da Baía em Espinho! Depois de uma semana de grandes emoções, os pupilos de Mário Narciso voltaram a dar provas de uma entrega e uma união sem precedentes, logrando anular a estratégia de ataque do surpreendende Taiti durante a maior parte do encontro e sabendo aproveitar os momentos chave do jogo para construir uma vantagem merecida, que arremessa as cinco quinas da bandeira nacional para o topo do futebol de praia mundial!

      A moldura humana incrível que se apresentou nas bancadas do estádio improvisado em Espinho desde cedo se mostrou irredutível, com as horas de espera pela abertura de portas a não fazerem esmorecer a vontade e a crença dos milhares de adeptos que impulsionariam os jogadores lusos rumo à vitória! No momento em que a Portuguesa foi entoada pelas inúmeras gargantas dos orgulhosos portugueses presentes, uma vibração incrível atroou os ares do litoral, transmitindo uma inelutável sensação de comunhão entre os adeptos e a alma dos soldados portugueses preparando-se para o combate! No grito de guerra, Madjer, o comandante das hostes lusitanas incitava os seus companheiros a aproveitar uma oportunidade única nas suas vidas, para arrecadar o ceptro de campeão mundial em casa, perante um público magnífico. E seria isso mesmo o que viria a suceder!

      Início de sonho

      Na cobrança do pontapé de saída, o mesmo Madjer, dando o exemplo da atitude que acabara de incutir nos seus colegas, trabalhou bem a bola com Belchior e rematou cruzado, com a bola a embater violentamente no solo e a dirigir-se para as redes taitianas, tornando insuficientes os esforços de Taiarui para evitar o primeiro da tarde: 1-0, oitavo golo do capitão da equipa das quinas na prova, conferindo a Portugal uma vantagem que a selecção taitiana jamais conseguiria anular! Nas bancadas viviam-se momentos de grande alegria, numa festa colorida que fazia os adeptos portugueses sonhar mais alto!

      Dentro de campo, o Taiti tentava reagir, com o guardião Jonathan Torohia a assumir a organização do jogo ofensivo da sua equipa, saindo a jogar fora da área e montando o sistema 2:2. No entanto, Portugal soube reagir, revelando um trabalho de preparação da estratégia defensiva de grande qualidade, ao conseguir anular as jogadas do guarda-redes do Tahiti para as alas. A defesa baseava-se na colocação de 2 homens mais próximos das alas, pressionando apenas Torohia quando este se adiantava mais no terreno e esboçava o remate. O jogo taitiano foi em geral neutralizado pela consistência defensiva lusa, pautada pela grande solidariedade que permitia colmatar os desequilíbrios criados pela superioridade numérica induzida por Torohia, e sempre que os polinésios visavam a baliza nacional Andrade correspondia com defesas fabulosas, mostrando-se muito seguro e revelando-se uma peça chave na conquista deste mundial.

      A meio do período, Portugal dilataria a vantagem, aproveitando uma desatenção do Taiti nas substituições da equipa portuguesa, com Madjer a assistir Belchior para o 2-0, num remate forte do número 10 de Portugal após excelente entendimento com o capitão luso, mais uma vez decisivo na jogada. As oportunidades portuguesas iam-se sucedendo, sempre com muita velocidade na organização das jogadas de ataque, onde se destacou mais uma vez a irreverência de Jordan e Bê Martins, bem como a soberba visão de jogo de Alan.

      Portugal mantém a vantagem em jogo de grandes golos

      Na entrada para o 2º período, Portugal manteve os mesmos índices de concentração, continuando a constituir uma barreira inviolável para os jogadores taitianos, que veriam a selecção de Mário Narciso chegar novamente ao golo: desta vez, foi Andrade a montar o 2:2, rematando em força para um desvio crucial de Coimbra à boca da baliza, batendo Torohia. Portugal vencia assim pro 3-0, para nova explosão de alegria nas bancadas! Todavia, o Taiti responderia de imediato, num pontapé de saída batido por Labaste em que a barreira portuguesa abriu uma fenda, possibilitando o golo do número 10 taitiano. Portugal reagiu bem ao lance do 3-1, mantendo a mesma postura determinada em campo, sem que o rendimento luso tenha descido. Contudo, o Taiti reduziria novamente a desvantagem no marcador, numa obra de arte de Li Fung Kuee, que perante a oposição de Alan e praticamente sem espaço conseguiu colocar a bola no ângulo superior esquerdo da baliza à guarda de Andrade, colocando o resultado em 3-2.

      A vencer pela margem mínima, a selecção nacional não se deixou intimidar e dispôs de excelentes oportunidades para dilatar novamente a vantagem, primeiro com Belchior a rematar forte para defesa de Torohia, depois com um livre frontal de Bruno Novo e a bola a embate violentamente na parte interna do poste, e finalmente um contra-ataque muito perigoso de Portugal em que Belchior não conseguiria desfeitear Torohia. No entanto, a equipa da casa conseguiria confirmar o seu ascendentes na partida, perante uma equipa taitiana mais faltosa nesta fase, no momento em que Bruno Novo, desta feita num livre lateral á saída da área portuguesa, conseguiu bater Torohia num chapéu perfeito ao guardião taitiano, naquele que consideramos o melhor golo da tarde. Portugal restabeleciaa assim a vantagem de 2 golos, entrando para o 3º período a vencer por 4-2.

      3º período de sofrimento e alívio no final

      Na última etapa da partida, o Taiti entrou determinado a inverter o rumo dos acontecimentos, fazendo entrar Revel para o lugar de Torohia na baliza. E a estratégia deu frutos, dado que, volvidos 23 segundos, Revel rematava e Li Fung Kuee protagonizava um desvio letal a 2 metros da baliza de Andrade, bisando na partida e recolocando o Taiti a apenas 1 golo do conjunto português no marcador! A emoção estava ao rubro na Praia da Baía, com uma tensão electrizante trespassando o coração de cada adepto, tanto de uma como de outra equipa, e o jogo confirmava as elevadas expectativas existentes para o confronto entre as duas melhores selecções do planeta!

      Após uns primeiros 3 minutos de maior domínio do Taiti, em que a solidariedade dos jogadores lusos e as intervenções fantásticas do intransponível Andrade foram essenciais, Portugal conseguiu recuperar um maior controlo da posse de bola e adequar o ritmo do jogo à gestão da magra vantagem que ainda ostentava. Continuando a implementar uma excelente organização defensiva, apenas perturbada a espaços pelos remates de longe de Revel, Portugal mantinha-se em busca de novo golo que pudesse transmitir outra segurança à equipa em termos de marcador.

      Apesar dos esforços lusos, a bola parecia teimar em não entrar, com um remate acrobático de Bê Martins a ser desviado por Belchior e a ser removida em cima da linha pela defensiva taitiana. O mesmo Belchior ficaria muito perto do quinto golo nacional, num remate portentoso à meia volta. O Taiti também dispôs de uma excelente situação para marcar, com Li Fung Kuee a falhar a baliza deserta já em desequilíbrio, num lance de cortar a respiração para os milhares de adeptos presentes no estádio do mundial. Madjer, a cerca de 3 minutos do fim da partida, dispôs também de excelente oportunidade, num livre de muito longe que Torohia defendeu a custo, com a bola a resvalar para o interior da baliza taitiana mas Tavanae a evitar o golo no último momento!

      Portugal mantinha-se muito consistente na partida, defendendo com grande atitude e sabendo segurar a bola longe da área de Andrade, enquanto o Taiti arriscava todos os seus trunfos e substituía Revel por Torohia, a pouco mais de 1 minuto do final, com o guardião a subir muito no terreno, sem no entanto conseguir desmembrar a organização defensiva lusa. Foi então que Coimbra, num corte providencial, conseguiu colocar a bola em Alan, e o experiente jogador da selecção lusa, aproveitando o adiantamento de Torohia, colocou a bola por cima do guarda-redes da selecção do Pacífico, marcando o 5-3 e deixando a multidão em delírio! Os jogadores portugueses festejavam efusivamente o golo do seu jogador mais veterano, sentido que, com 47 segundos para se jogar, a vitória já não fugiria à equipa de todos nós!

      No tempo restante, o Taiti não voltaria a incomodar a baliza de Andrade e seria ao som dos festejos do público, que rejubilava perante a evidência da vitória, que Portugal seguraria a vantagem enquanto os segundos se esgotavam! Já depois dos primeiros abraços, sorrisos e lágrimas de campeões mundiais, a equipa de arbitragem concederia um livre frontal a Li Fung Kuee, com 1 segundo para se jogar: apenas mais uma oportunidade para Andrade brilhar, coroando uma exibição portentosa do guardião nacional! E foi ao som dos gritos exultantes da multidão em delírio que jogadores e equipa técnica da selecção nacional festejariam o título de campeão do mundo FIFA conquistado por Portugal, a melhor selecção do mundo, depois de um jogo épico diante da poderosa selecção do Taiti, que valorizou o feito sublime da selecção nacional nas areias de Espinho!

      Festa merecida da melhor selecção do mundo

      Jogadores e membros da equipa técnica, abraçados, experimentavam as mais diferentes sensações, numa imagem comovente de uma equipa que concretizava um sonho fenomenal! Madjer, Alan e Belchior, que haviam estado presentes na final do Mundial FIFA 2005 (derrota lusa aos pés da França nas grandes penalidades), reescreviam a História e desta vez elevavam bem alto o nome da nação, logrando a hegemonia do futebol de praia mundial! Torres, subcapitão da selecção nacional, abraçava os seus companheiros que tão eximiamente cumpriam a missão a que todos se tinham proposto desde o início e que da qual as circunstâncias do acaso o tinham afastado (não disputou os 2 últimos jogos por lesão na partida dos quartos de final).

      Andrade e Petrony, ambos guarda-redes estreantes na baliza da selecção nacional, rejubilavam também, acompanhados pelos irmãos Bê e Léo Martins, também eles campeões no seu mundial de estreia. Os heróis nazarenos, cruciais com a sua solidariedade nas tarefas defensivas e tantas vezes decisivos no ataque, sobretudo nos dois últimos jogos, não cabiam em si de contentes, juntando-se-lhes um Coimbra sempre sorridente, depois de uma exibição tremenda na final, enquanto o lutador Zé Maria, visivelmente emocionado, vivia momentos inesquecíveis para mais tarde contar ao filho Afonso, nascido no passado mês de Junho. Momento também inesquecível para a equipa técnica nacional, com o seleccionador Mário Narciso, o treinador adjunto Tiago Reis e o técnico de guarda-redes Luís Bilro, todos estreantes em funções (Bilro participara em 3 mundiais mas como jogador), em grande euforia, tal como Basil Ribeiro e Eduardo Farinha, do departamento médico da selecção nacional, e Gilmar Silva, o incansável técnico de equipamentos da equipa durante quase 2 décadas!

      Hoje foi o dia de todos eles, num feito fantástico desta família fabulosa, mas também de todos os jogadores que têm passado pelos estágios da selecção e não puderam estar presentes, assim como todos aqueles que já passaram pela equipa das quinas e dignificaram com o seu esforço e dedicação a camisola nacional, desde os primórdios da modalidade em Portugal no ano de 1997, e finalmente as diversas equipas técnicas que têm trabalhado para fazer crescer o futebol de praia nacional, em particular a equipa liderada por José Miguel Mateus, durante 9 anos responsável pelo comando técnico da selecção, e ainda aos áribtros e ex-árbitros portugueses da modalidade, verdadeiros embaixadores do futebol de praia em todo o mundo. Todos eles contribuíram em grande medida para erigir o edifício do futebol de praia português que possibilitou a conquista deste troféu, no momento mais alto da História da modalidade no país.

      Entrega de Prémios e da Taça de Campeão do Mundo

      Antes da entrega da taça, tempo ainda para homenagear os vencedores dos prémios individuais. Preliminarmente, foi anunciada a atribuição do prémio fair-play ao Brasil, selecção eliminada nos quartos de final praticamente irrepreensível do ponto de vista disciplinar e com uma dinâmica ofensiva sempre cativante, apesar do baixo número de golos marcados.

      Seguidamente, foi tempo para homenagear os 3 melhores marcadores do torneio, todos eles com 8 golos apontados – pela primeira vez abaixo da marca dos 10 golos, atestando o grande equilíbrio entre selecções e a tendência para ser o colectivo a fazer a diferença, num jogo cada vez mais táctico. O jovem suíço Noel Ott, por não ter nenhuma assistência, conqusitou a Bota de Bronze, Madjer, graças à sua assitência para Belchior na final, obteve a Bota de Prata, enquanto o paraguaio Pedro Morán arrecadou a Bota de Ouro, também com uma assistência, mas com apenas 3 jogos disputados (foi de resto a primeira vez que o prémio de melhor marcador foi conquistado por uma jogador eliminado na fase de grupos).

      O prémio de melhor guarda-redes teve um vencedor natural: Jonathan Torohia, guardião taitiano que se assumiu como o verdadeiro estratega da organização ofensiva do Taiti, revelando simultaneamente grande segurança entre os postes, contando no currículo com um golo marcado e uma defesa ao penalti decisivo que colocou a sua selecção na final. Elinton Andrade, que protagonizou uma excelente segunda fase, ficou também perto na votação, mas o fair-play viria a ser uma nota dominante entre os dois guarda-redes, que trocaram olhares de amizade e respeito mútuo enquanto o taitiano recebia a Luva de Ouro.

      Na atribuição dos prémios aos melhores jogadores do torneio, Portugal continuaria a fazer História, colocando 2 jogadores no pódio: Madjer, o histório capitão da selecção nacional, que tantas vezes mencionara o seu desejo de trocar os 9 prémios individuais já arrecadados em mundiais FIFA pelo troféu colectivo, foi premiado pela sua dedicação ilimitada à causa nacional, recebendo uma Bola de Bronze inédita no seu currículo (conquistara até ao momento 2 Bolas de Ouro e 2 Bolas de Prata). A Bola de Prata seria atribuída a Alan, o grande organizador de jogo da selecção nacional, que com os seus 5 golos e 4 assistências provou que aos 40 anos de idade é ainda um dos grandes jogadores da modalidade a nível mundial, fazendo a diferença com a sua visão táctica e qualidade técnica incríveis. A Bola de Ouro seria então atribuída a Heimanu Taiarui, jogador taitiano mais determinante na manobra defensiva da equipa, com um total de 5 golos e 5 assistências a comprovarem o seu carácter decisivo na chegada do Taiti à final da competição.

      Seguidamente, tempo para a atribuição das medalhas de bronze à selecção russa, que viu a sua hegemonia mundial terminada, após ter sido suplantada por Portugal na meia final. O sorriso do seleccionador Likhatchev, consciente da supremacia lusa e feliz por manter a sua equipa no pódio, contrastava com as faces sisudas da maioria dos seus jogadores, ainda afectados pela derrota da véspera. De seguida, o fair-play da equipa do Taiti, muito animada mesmo após a derrota, foi correspondido por parte dos jogadores e adeptos portugueses: uma selecção que fez História ao alcançar a final, superando as suas próprias expectativas e alcançando um lugar de destaque na hierarquia mundial, apenas suplantada pela selecção nacional. E finalmente, o momento mais aguardado da tarde, com os jogadores e membros da equipa técnica nacional a receber as medalhas de ouro e Madjer, o lendário capitão da selecção portuguesa, tomando das mãos de Joan Cusco e Fernando Gomes o troféu de campeão do mundo de futebol de praia FIFA 2015!

      Era o concretizar de um sonho com décadas de existência: Portugal campeão do mundo FIFA de Futebol de Praia, um feito inaudito para as cores nacionais, que assim ascendiam ao topo do mundi nesta fantástica modalidade que durante 11 dias entusiasmou milhares de adeptos em Espinho. O futebol de praia está de parabéns e a selecção nacional também, no dia mais importante de sempre para a História do futebol de praia nacional.

      Obrigado, Portugal!

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