• André Gomes - SC Braga/AAUM

    André Gomes muda-se para o SC Braga/AAUM

  • Zupo é o novo treinador do Sporting

    Sporting: Campeão Europeu Zupo é o novo treinador

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    Portugal vence Taiti e conquista hegemonia do futebol de praia mundial

  • Foto: "Seleções de Portugal"

    Portugal é campeão do mundo!

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Entrevistas

Notícias

    • André Gomes muda-se para o SC Braga/AAUM

      André Gomes - SC Braga/AAUM
      27 Julho, 2015

      SC Braga/AAUM chegou acordo com o universal André Gomes para as próximas duas temporadas.

      O internacional português chega ao SC Braga/AAUM oriundo do AD Modicus onde fez 22 partidas e apontou 12 golos. Além do AD Modicus André Gomes teve uma passagem pelo estrangeiro mais precisamente pela Rússia onde representou o Novaya Generatsiya durante dois anos.

      Na assinatura do contrato o jogador mostrou-se bastante satisfeito por representar o emblema bracarense “é um clube que me permitirá continuar a evoluir enquanto jogador de futsal e é um dos melhores clubes do nosso campeonato.” Frisou também que se irá empenhar ao máximo em prol do clube e da equipa, “prometo dar o meu máximo todos os dias e ajudar os meus companheiros a conquistar os objetivos da equipa. Serei mais um para ajudar e estou muito entusiasmado com esta nova etapa na minha carreira”. Paulo Tavares conta assim com mais um internacional português no plantel para atacar a próxima temporada.

    • Sporting: Campeão Europeu Zupo é o novo treinador

      Zupo é o novo treinador do Sporting
      21 Julho, 2015

      Depois de muitos rumores, o Sporting oficializou o espanhol Javier Zupo Equisoain como o próximo treinador. Depois de rescindir o contrato com Frederico Santos, especulou-se durante algumas semanas quanto ao próximo treinador leonino. Mas, Zupo esteve sempre na linha da frente, o que fica agora confirmado.

      Aos 63 anos, Zupo é um dos mais conceituados treinadores espanhóis. E conhece bem o andebol nacional, depois de orientar a Selecção de Portugal, em 1999. Mas, foi ao serviço do Portland de San Antonio (com Ricardo Andorinho,entre outras estrelas) onde mais brilhou. Chegou em 1989 e, em dez anos, venceu  uma Liga dos Campeões, uma Supertaça europeia, duas Recopas europeias, duas ligas espanholas, duas Taças do Rei e uma Supertaça espanhola.

      É também de Zupo parte do mérito do excelente Mundial do Catar, no ano passado, quando a equipa conseguiu um brilhante segundo lugar, caindo apenas frente à França, na final.

      Zupo assina, agora, pelo Sporting por duas épocas e em declarações ao sítio oficial do clube, revela uma natural ambição: “O Sporting é um Clube com fome de títulos. Com trabalho e com garra espero poder dar essa alegria ao Clube de voltar a ser campeão. É esse o meu grande objectivo”.

    • Portugal vence Taiti e conquista hegemonia do futebol de praia mundial

      portugalcampeao
      19 Julho, 2015

      Formidável! A selecção nacional de futebol de praia atingiu hoje o lugar mais alto na hierarquia do futebol de praia, conquistando o título de campeão do mundo da modalidade pela primeira vez desde que a competição tem a chancela da FIFA, perante os milhares de adeptos lusos presentes no areal da Praia da Baía em Espinho! Depois de uma semana de grandes emoções, os pupilos de Mário Narciso voltaram a dar provas de uma entrega e uma união sem precedentes, logrando anular a estratégia de ataque do surpreendende Taiti durante a maior parte do encontro e sabendo aproveitar os momentos chave do jogo para construir uma vantagem merecida, que arremessa as cinco quinas da bandeira nacional para o topo do futebol de praia mundial!

      A moldura humana incrível que se apresentou nas bancadas do estádio improvisado em Espinho desde cedo se mostrou irredutível, com as horas de espera pela abertura de portas a não fazerem esmorecer a vontade e a crença dos milhares de adeptos que impulsionariam os jogadores lusos rumo à vitória! No momento em que a Portuguesa foi entoada pelas inúmeras gargantas dos orgulhosos portugueses presentes, uma vibração incrível atroou os ares do litoral, transmitindo uma inelutável sensação de comunhão entre os adeptos e a alma dos soldados portugueses preparando-se para o combate! No grito de guerra, Madjer, o comandante das hostes lusitanas incitava os seus companheiros a aproveitar uma oportunidade única nas suas vidas, para arrecadar o ceptro de campeão mundial em casa, perante um público magnífico. E seria isso mesmo o que viria a suceder!

      Início de sonho

      Na cobrança do pontapé de saída, o mesmo Madjer, dando o exemplo da atitude que acabara de incutir nos seus colegas, trabalhou bem a bola com Belchior e rematou cruzado, com a bola a embater violentamente no solo e a dirigir-se para as redes taitianas, tornando insuficientes os esforços de Taiarui para evitar o primeiro da tarde: 1-0, oitavo golo do capitão da equipa das quinas na prova, conferindo a Portugal uma vantagem que a selecção taitiana jamais conseguiria anular! Nas bancadas viviam-se momentos de grande alegria, numa festa colorida que fazia os adeptos portugueses sonhar mais alto!

      Dentro de campo, o Taiti tentava reagir, com o guardião Jonathan Torohia a assumir a organização do jogo ofensivo da sua equipa, saindo a jogar fora da área e montando o sistema 2:2. No entanto, Portugal soube reagir, revelando um trabalho de preparação da estratégia defensiva de grande qualidade, ao conseguir anular as jogadas do guarda-redes do Tahiti para as alas. A defesa baseava-se na colocação de 2 homens mais próximos das alas, pressionando apenas Torohia quando este se adiantava mais no terreno e esboçava o remate. O jogo taitiano foi em geral neutralizado pela consistência defensiva lusa, pautada pela grande solidariedade que permitia colmatar os desequilíbrios criados pela superioridade numérica induzida por Torohia, e sempre que os polinésios visavam a baliza nacional Andrade correspondia com defesas fabulosas, mostrando-se muito seguro e revelando-se uma peça chave na conquista deste mundial.

      A meio do período, Portugal dilataria a vantagem, aproveitando uma desatenção do Taiti nas substituições da equipa portuguesa, com Madjer a assistir Belchior para o 2-0, num remate forte do número 10 de Portugal após excelente entendimento com o capitão luso, mais uma vez decisivo na jogada. As oportunidades portuguesas iam-se sucedendo, sempre com muita velocidade na organização das jogadas de ataque, onde se destacou mais uma vez a irreverência de Jordan e Bê Martins, bem como a soberba visão de jogo de Alan.

      Portugal mantém a vantagem em jogo de grandes golos

      Na entrada para o 2º período, Portugal manteve os mesmos índices de concentração, continuando a constituir uma barreira inviolável para os jogadores taitianos, que veriam a selecção de Mário Narciso chegar novamente ao golo: desta vez, foi Andrade a montar o 2:2, rematando em força para um desvio crucial de Coimbra à boca da baliza, batendo Torohia. Portugal vencia assim pro 3-0, para nova explosão de alegria nas bancadas! Todavia, o Taiti responderia de imediato, num pontapé de saída batido por Labaste em que a barreira portuguesa abriu uma fenda, possibilitando o golo do número 10 taitiano. Portugal reagiu bem ao lance do 3-1, mantendo a mesma postura determinada em campo, sem que o rendimento luso tenha descido. Contudo, o Taiti reduziria novamente a desvantagem no marcador, numa obra de arte de Li Fung Kuee, que perante a oposição de Alan e praticamente sem espaço conseguiu colocar a bola no ângulo superior esquerdo da baliza à guarda de Andrade, colocando o resultado em 3-2.

      A vencer pela margem mínima, a selecção nacional não se deixou intimidar e dispôs de excelentes oportunidades para dilatar novamente a vantagem, primeiro com Belchior a rematar forte para defesa de Torohia, depois com um livre frontal de Bruno Novo e a bola a embate violentamente na parte interna do poste, e finalmente um contra-ataque muito perigoso de Portugal em que Belchior não conseguiria desfeitear Torohia. No entanto, a equipa da casa conseguiria confirmar o seu ascendentes na partida, perante uma equipa taitiana mais faltosa nesta fase, no momento em que Bruno Novo, desta feita num livre lateral á saída da área portuguesa, conseguiu bater Torohia num chapéu perfeito ao guardião taitiano, naquele que consideramos o melhor golo da tarde. Portugal restabeleciaa assim a vantagem de 2 golos, entrando para o 3º período a vencer por 4-2.

      3º período de sofrimento e alívio no final

      Na última etapa da partida, o Taiti entrou determinado a inverter o rumo dos acontecimentos, fazendo entrar Revel para o lugar de Torohia na baliza. E a estratégia deu frutos, dado que, volvidos 23 segundos, Revel rematava e Li Fung Kuee protagonizava um desvio letal a 2 metros da baliza de Andrade, bisando na partida e recolocando o Taiti a apenas 1 golo do conjunto português no marcador! A emoção estava ao rubro na Praia da Baía, com uma tensão electrizante trespassando o coração de cada adepto, tanto de uma como de outra equipa, e o jogo confirmava as elevadas expectativas existentes para o confronto entre as duas melhores selecções do planeta!

      Após uns primeiros 3 minutos de maior domínio do Taiti, em que a solidariedade dos jogadores lusos e as intervenções fantásticas do intransponível Andrade foram essenciais, Portugal conseguiu recuperar um maior controlo da posse de bola e adequar o ritmo do jogo à gestão da magra vantagem que ainda ostentava. Continuando a implementar uma excelente organização defensiva, apenas perturbada a espaços pelos remates de longe de Revel, Portugal mantinha-se em busca de novo golo que pudesse transmitir outra segurança à equipa em termos de marcador.

      Apesar dos esforços lusos, a bola parecia teimar em não entrar, com um remate acrobático de Bê Martins a ser desviado por Belchior e a ser removida em cima da linha pela defensiva taitiana. O mesmo Belchior ficaria muito perto do quinto golo nacional, num remate portentoso à meia volta. O Taiti também dispôs de uma excelente situação para marcar, com Li Fung Kuee a falhar a baliza deserta já em desequilíbrio, num lance de cortar a respiração para os milhares de adeptos presentes no estádio do mundial. Madjer, a cerca de 3 minutos do fim da partida, dispôs também de excelente oportunidade, num livre de muito longe que Torohia defendeu a custo, com a bola a resvalar para o interior da baliza taitiana mas Tavanae a evitar o golo no último momento!

      Portugal mantinha-se muito consistente na partida, defendendo com grande atitude e sabendo segurar a bola longe da área de Andrade, enquanto o Taiti arriscava todos os seus trunfos e substituía Revel por Torohia, a pouco mais de 1 minuto do final, com o guardião a subir muito no terreno, sem no entanto conseguir desmembrar a organização defensiva lusa. Foi então que Coimbra, num corte providencial, conseguiu colocar a bola em Alan, e o experiente jogador da selecção lusa, aproveitando o adiantamento de Torohia, colocou a bola por cima do guarda-redes da selecção do Pacífico, marcando o 5-3 e deixando a multidão em delírio! Os jogadores portugueses festejavam efusivamente o golo do seu jogador mais veterano, sentido que, com 47 segundos para se jogar, a vitória já não fugiria à equipa de todos nós!

      No tempo restante, o Taiti não voltaria a incomodar a baliza de Andrade e seria ao som dos festejos do público, que rejubilava perante a evidência da vitória, que Portugal seguraria a vantagem enquanto os segundos se esgotavam! Já depois dos primeiros abraços, sorrisos e lágrimas de campeões mundiais, a equipa de arbitragem concederia um livre frontal a Li Fung Kuee, com 1 segundo para se jogar: apenas mais uma oportunidade para Andrade brilhar, coroando uma exibição portentosa do guardião nacional! E foi ao som dos gritos exultantes da multidão em delírio que jogadores e equipa técnica da selecção nacional festejariam o título de campeão do mundo FIFA conquistado por Portugal, a melhor selecção do mundo, depois de um jogo épico diante da poderosa selecção do Taiti, que valorizou o feito sublime da selecção nacional nas areias de Espinho!

      Festa merecida da melhor selecção do mundo

      Jogadores e membros da equipa técnica, abraçados, experimentavam as mais diferentes sensações, numa imagem comovente de uma equipa que concretizava um sonho fenomenal! Madjer, Alan e Belchior, que haviam estado presentes na final do Mundial FIFA 2005 (derrota lusa aos pés da França nas grandes penalidades), reescreviam a História e desta vez elevavam bem alto o nome da nação, logrando a hegemonia do futebol de praia mundial! Torres, subcapitão da selecção nacional, abraçava os seus companheiros que tão eximiamente cumpriam a missão a que todos se tinham proposto desde o início e que da qual as circunstâncias do acaso o tinham afastado (não disputou os 2 últimos jogos por lesão na partida dos quartos de final).

      Andrade e Petrony, ambos guarda-redes estreantes na baliza da selecção nacional, rejubilavam também, acompanhados pelos irmãos Bê e Léo Martins, também eles campeões no seu mundial de estreia. Os heróis nazarenos, cruciais com a sua solidariedade nas tarefas defensivas e tantas vezes decisivos no ataque, sobretudo nos dois últimos jogos, não cabiam em si de contentes, juntando-se-lhes um Coimbra sempre sorridente, depois de uma exibição tremenda na final, enquanto o lutador Zé Maria, visivelmente emocionado, vivia momentos inesquecíveis para mais tarde contar ao filho Afonso, nascido no passado mês de Junho. Momento também inesquecível para a equipa técnica nacional, com o seleccionador Mário Narciso, o treinador adjunto Tiago Reis e o técnico de guarda-redes Luís Bilro, todos estreantes em funções (Bilro participara em 3 mundiais mas como jogador), em grande euforia, tal como Basil Ribeiro e Eduardo Farinha, do departamento médico da selecção nacional, e Gilmar Silva, o incansável técnico de equipamentos da equipa durante quase 2 décadas!

      Hoje foi o dia de todos eles, num feito fantástico desta família fabulosa, mas também de todos os jogadores que têm passado pelos estágios da selecção e não puderam estar presentes, assim como todos aqueles que já passaram pela equipa das quinas e dignificaram com o seu esforço e dedicação a camisola nacional, desde os primórdios da modalidade em Portugal no ano de 1997, e finalmente as diversas equipas técnicas que têm trabalhado para fazer crescer o futebol de praia nacional, em particular a equipa liderada por José Miguel Mateus, durante 9 anos responsável pelo comando técnico da selecção, e ainda aos áribtros e ex-árbitros portugueses da modalidade, verdadeiros embaixadores do futebol de praia em todo o mundo. Todos eles contribuíram em grande medida para erigir o edifício do futebol de praia português que possibilitou a conquista deste troféu, no momento mais alto da História da modalidade no país.

      Entrega de Prémios e da Taça de Campeão do Mundo

      Antes da entrega da taça, tempo ainda para homenagear os vencedores dos prémios individuais. Preliminarmente, foi anunciada a atribuição do prémio fair-play ao Brasil, selecção eliminada nos quartos de final praticamente irrepreensível do ponto de vista disciplinar e com uma dinâmica ofensiva sempre cativante, apesar do baixo número de golos marcados.

      Seguidamente, foi tempo para homenagear os 3 melhores marcadores do torneio, todos eles com 8 golos apontados – pela primeira vez abaixo da marca dos 10 golos, atestando o grande equilíbrio entre selecções e a tendência para ser o colectivo a fazer a diferença, num jogo cada vez mais táctico. O jovem suíço Noel Ott, por não ter nenhuma assistência, conqusitou a Bota de Bronze, Madjer, graças à sua assitência para Belchior na final, obteve a Bota de Prata, enquanto o paraguaio Pedro Morán arrecadou a Bota de Ouro, também com uma assistência, mas com apenas 3 jogos disputados (foi de resto a primeira vez que o prémio de melhor marcador foi conquistado por uma jogador eliminado na fase de grupos).

      O prémio de melhor guarda-redes teve um vencedor natural: Jonathan Torohia, guardião taitiano que se assumiu como o verdadeiro estratega da organização ofensiva do Taiti, revelando simultaneamente grande segurança entre os postes, contando no currículo com um golo marcado e uma defesa ao penalti decisivo que colocou a sua selecção na final. Elinton Andrade, que protagonizou uma excelente segunda fase, ficou também perto na votação, mas o fair-play viria a ser uma nota dominante entre os dois guarda-redes, que trocaram olhares de amizade e respeito mútuo enquanto o taitiano recebia a Luva de Ouro.

      Na atribuição dos prémios aos melhores jogadores do torneio, Portugal continuaria a fazer História, colocando 2 jogadores no pódio: Madjer, o histório capitão da selecção nacional, que tantas vezes mencionara o seu desejo de trocar os 9 prémios individuais já arrecadados em mundiais FIFA pelo troféu colectivo, foi premiado pela sua dedicação ilimitada à causa nacional, recebendo uma Bola de Bronze inédita no seu currículo (conquistara até ao momento 2 Bolas de Ouro e 2 Bolas de Prata). A Bola de Prata seria atribuída a Alan, o grande organizador de jogo da selecção nacional, que com os seus 5 golos e 4 assistências provou que aos 40 anos de idade é ainda um dos grandes jogadores da modalidade a nível mundial, fazendo a diferença com a sua visão táctica e qualidade técnica incríveis. A Bola de Ouro seria então atribuída a Heimanu Taiarui, jogador taitiano mais determinante na manobra defensiva da equipa, com um total de 5 golos e 5 assistências a comprovarem o seu carácter decisivo na chegada do Taiti à final da competição.

      Seguidamente, tempo para a atribuição das medalhas de bronze à selecção russa, que viu a sua hegemonia mundial terminada, após ter sido suplantada por Portugal na meia final. O sorriso do seleccionador Likhatchev, consciente da supremacia lusa e feliz por manter a sua equipa no pódio, contrastava com as faces sisudas da maioria dos seus jogadores, ainda afectados pela derrota da véspera. De seguida, o fair-play da equipa do Taiti, muito animada mesmo após a derrota, foi correspondido por parte dos jogadores e adeptos portugueses: uma selecção que fez História ao alcançar a final, superando as suas próprias expectativas e alcançando um lugar de destaque na hierarquia mundial, apenas suplantada pela selecção nacional. E finalmente, o momento mais aguardado da tarde, com os jogadores e membros da equipa técnica nacional a receber as medalhas de ouro e Madjer, o lendário capitão da selecção portuguesa, tomando das mãos de Joan Cusco e Fernando Gomes o troféu de campeão do mundo de futebol de praia FIFA 2015!

      Era o concretizar de um sonho com décadas de existência: Portugal campeão do mundo FIFA de Futebol de Praia, um feito inaudito para as cores nacionais, que assim ascendiam ao topo do mundi nesta fantástica modalidade que durante 11 dias entusiasmou milhares de adeptos em Espinho. O futebol de praia está de parabéns e a selecção nacional também, no dia mais importante de sempre para a História do futebol de praia nacional.

      Obrigado, Portugal!

    • Portugal é campeão do mundo!

      Foto: "Seleções de Portugal"
      19 Julho, 2015

      Epopeia que termina em glória! Os guerreiros lusos que se bateram nas areias da Praia da Baía, em Espinho, ao longo de cerca de nove dias concluíram da melhor forma a sua prestação. Uma vitória por 5-3 frente ao Tahiti pôs o país em festa com os festejos particularmente intensos nas principais artérias da cidade de Espinho. Pela primeira vez, a seleção nacional de futebol de praia conquistou um campeonato do mundo organizado pela FIFA.

    • Taiti bate Itália nas grandes penalidades e joga final frente a Portugal

      TaitiNui
      18 Julho, 2015

      A selecção de futebol de praia do Taiti logrou hoje um feito inaudito, ao tornar-se a primeira selecção da Oceania a alcançar o apuramento para a final de um Campeonato do Mundo de Futebol de Praia FIFA, no seguimento do triunfo sobre a equipa italiana obtido nas grandes penalidades, após um empate 6-6 em tempo regulamentar. O feito da selecção da Polinésia Francesa vem dar sequência ao bom trabalho protagonizado pela equipa no mundial de 2013, disputado em casa, em que haviam alcançado um 4º lugar por si só brilhante. Desta vez, os comandados de Tehina Rota deslumbraram Espinho com o seu jogo exuberante e são já o melhor ataque da prova, com 27 golos marcados. Uma equipa entusiasmante que jogará amanhã a final frente à selecção portuguesa, um duelo que promete grandes emoções para os amantes da modalidade e que porá frente a frente as duas selecções mais fortes deste mundial.

      Na partida das meias finais, que se esperava muito equilibrada, desde cedo se compreendeu que o Taiti iria procurar assumir o jogo, algo que ficou ainda mais evidente quando Taiarui, um dos candidatos à Bola de Ouro, inaugurou o marcador. De imediato, a selecção de Massimiliano Esposito respondeu, num contra-ataque rápido concretizado de forma vitoriosa por Palmacci. Porém, a selecção do Taiti demonstrava maior iniciativa de jogo, chegando a nova vantagem por intermédia de Naea Bennett, na sequência de um canto muito bem trabalhado pela equipa da Polinésia Francesa. O Taiti mostrava maior iniciativa de jogo, criando sempre muito perigo a partir das jogadas iniciadas pelo seu guarda-redes Jonathan Torohia, saindo da sua área com bola controlada e criando a superioridade numérica que a Itália ia procurando contrariar, com uma pressão intensa.

      Na entrada para o 2º período, Naea Bennett voltaria a marcar, num pontapé acrobático extraordinário após uma incrível jogada ao primeiro toque por parte da equipa taitiana, colocando o resultado em 3-1. Peranta uma Itália muito aguerrida, mas por vezes um pouco anárquica, o Taiti continuava a criar muito perigo com base na superioridade numérica criada pelo seu guarda-redes, mas seria mesmo a Itália a reagir, num contra-ataque eximiamente aproveitado por parte de Gori. Todavia, a selecção da Polinésia Francesa reagiria prontamente, restabelecendo a vantagem de 2 golos por intermédio de Tavanae, num remate fantástico da zona do meio campo após excelente troca de bola entre o guarda-redes e os 2 jogadores mais recuados da equipa do Taiti. A equipa de Tehina Rota segurana assim uma vantagem de 4-2 na passagem para o 3º período do encontro.

      Na última etpa do encontro, porém, o Taiti acabaria por revelar dificuldades para segurar a vantagem, mantendo uma postura excessivamente focada no ataque e travando em falta grande parte das investidas dos jogadores transalpinos. Nesse contexto, Ramacciotti aproveitaria um livre em zona central para reduzir a vantagem taitiana para 4-3, numa excelente execução do número 7 italiano. Não obstante, os Tiki Toa chegariam rapidamente ao quinto golo, com mais uma finalização de Naea Bennett após um pontapé de canto, na mesma jogada que já anteriormente dera frutos. Ainda assim, o jogo mantinha a sua elevada intensidade, com o Taiti a não conseguir dilatar a vantagem e a expor-se defensivamente, acabando por permitir o golo do 5-4 por parte da Squadra Azurra, num livre convertido de forma segura por Frainetti. A tensão e a incerteza no marcador cresciam com o passar dos minutos, num jogo de grande agressividade física de parte a parte, até que Patrick Tepa dispôs de um livre em boa posição para visar a baliza de Spada e não perdoou: o Taiti tornava a distanciar-se no marcador, deixando o resultado em 6-4 a menos de 4 minutos do fim da partida.

      Naea Bennett esteve perto de assinar o 7º golo para o Taiti, num remate acrobático. Contudo, a Itália mostrava uma boa dinâmica ofensiva e o Taiti parecia correr alguns riscos, que acabariam por culminar no 5º golo italiano: novo livre muito perigoso, desta feita por falta sobre Corosiniti, com o capitão italiano a apontar o 6-5 ainda com mais de 2 minutos para se jogar. Em momentos de aflição para a defensiva taitiana, a Itália conseguiria arrancar nova falta, desta vez por carga sobre Gori quando este tentava armar o pontapé de bicicleta. O pivô transalpino atirou forte para defesa de Torohia, mas o remate de ressaca levaria a bola até ao fundo das redes, estabelecendo o 6-6. A Itália beneficiaria então de um ligeiro ascendente na partida, com algumas boas oportunidadse de golo de parte a parte, mas o empate a 6 bolas seria mesmo o resultado definitivo após 36 minutos de jogo, premiando a crença da equipa italiana, sempre muito combativa.

      Após 3 minutos de prolongamento em que nada se alterou, não tivesse o livre de Marinai embatido no poste da baliza tahitiana, a passagem à final foi decidida em pontapés de grande penalidade. Nesse capítulo, os jogadores taitianos não vacilaram, convertendo os 3 penaltis, mas o mesmo não aconteceria para a Itália, que veria o remate de Palmacci ser travado de forma espectacular por Torohia, catapultando o Taiti para a final da competição, num jogo de grandes emoções na Praia da Baía!

      Rússia e Itália encontram-se na disputa pelo 3º lugar neste mundial pelas 17h00, enquanto a grande final entre Portugal e Taiti tem lugar pelas 18h30, num jogo que determinará quem sucede à Rússia como campeão mundial de futebol de praia. Ambas as partidas contam com transmissão integral no Eurosport 2.

    • Portugal é finalista do campeonato do mundo de futebol de praia

      Foto: "FIFA"
      18 Julho, 2015

      Heróis do mar! Portugal é finalista do campeonato do mundo de futebol de praia. Na Praia da Baía, em Espinho, a equipa “lusa” bateu a bicampeã do mundo Rússia nas meias-finais por 4-2, conquistando o acesso ao derradeiro jogo, que terá lugar este domingo. Frente ao Tahiti, a seleção portuguesa terá a oportunidade de levantar pela primeira vez o troféu de campeão do mundo desde que a competição é organizada pela FIFA.

      Eram 6 horas da manhã quando o primeiro adepto chegou às imediações do estádio instalado na Praia da Baía. Equipado a rigor, viu engrossar atrás de si uma fila que percorreu paredão da praia de uma ponta a outra. A expectativa para o encontro das meias-finais entre Portugal e Rússia voltou a mobilizar uma imensa multidão. Boa parte da mesma teve que assistir às emoções do jogo através da televisão, nomeadamente na fanzone do estádio. No final, todos se juntaram à festa: Os 3 500 adeptos presentes nas bancadas e os outros tantos nas imediações do mesmo. A cidade de Espinho parou, uma vez mais, para ver a seleção nacional jogar e o imenso apoio aos atletas teve o devido retorno: Uma vitória brilhante por 4-2 frente à bicampeã do mundo Rússia, que na ronda anterior havia eliminado o Brasil. Agora, a seleção portuguesa tem toda a legitimidade em sonhar com a conquista do troféu. Na final defrontará o Tahiti, uma formação que já deu provas suficientes e certamente dará réplica à altura.

      A partida em si opôs duas seleções maduras, bastante trabalhadas e a jogar a um ritmo intenso. A experiência de ambas as equipas fez com que o jogo não fosse tão aberto quanto a outra meia-final – Tahiti 6-6 Itália (3-2 g,p). As equipas apresentaram-e num registo mais calculista, cientes de que uma boa prestação defensiva poderia ser suficiente para lograr. Portugal esteve em desvantagem mas soube recuperar, evitou que o pragmatismo russo imperasse e contou, diga-se a bem da verdade, com alguma sorte própria de quem trabalha para que esta lhe sorria. A equipa portuguesa soube ter a bola, esteve forte na marcação, geriu bem os acontecimentos e contrariou o ligeiro favoritismo russo.

      O primeiro golo do encontro surgiu à passagem do minuto 7, apontado por Makarov. Jordan, volvido sensivelmente um minuto, estabeleceu o empate a uma bola graças a um golo de bandeira que contou, no entanto, com um desvio na areia e traiu o guarda-redes Bukhlitskiy. Bé Martins, a acabar o primeiro período, deu vantagem à equipa portuguesa pela primeira vez no encontro, vantagem essa desfeita minutos depois, no início do segundo período, graças a um golo de Shishin. Após marcar o golo, o atleta russo celebrou de forma pouco simpática no entender do árbitro e recebeu ordem de expulsão, decisão discutível. A partir daí, o jogo passou por um período de estagnação, durante o qual o marcador não mexeu. Na sequência, Portugal passou por um período difícil e a Rússia ameaçou em várias ocasiões, atirando inclusive uma bola ao poste. Krash foi expulso ao 33º minuto de jogo e, no seguimento, de livre, Bruno Novo aplicou um forte pontapé que levou o efeito necessário para bater o guardião adversário. Bé Martins, gémeo de Leo Martins, converter-se-ia no grande herói da tarde ao marcar o 4-2 que encerrou o resultado e garantiu o acesso português à fina. A cerca de dois minutos do fim, soltaram-se os fogos e não mais houve quem se conseguisse sentar no estádio da Praia da Baía, euforia transversal às artérias da cidade de Espinho que celebram efusivamente a vitória.

      Amanhã, pelas 18:30h, joga-se a grande final frente ao Tahiti.

    • Loucura em Espinho para assistir às “meias”

      Foto: "Seleções de Portugal"
      18 Julho, 2015

      Disputam-se este Sábado, na Praia da Baía, em Espinho, as meias-finais do campeonato do mundo de futebol de praia.  A partir das 17h, Tahiti e Itália defrontam-se na antecâmara do tão aguardado duelo entre Portugal e a bicampeã mundial Rússia.

      À semelhança do que tem sido recorrente nos dias em que Portugal entra em campo, desde cedo que a fila começou a engrossar junto à porta 3. O primeiro adepto chegou a sensivelmente dez horas da abertura das portas, pelas 6h da manhã, segundo confirmou o próprio. Daí para cá, a fila aumentou de tal modo que, observando a partir do interior do estádio, é impossível identificar-lhe o fim.

      Uma vez mais, os cerca de 3 500 lugares do estádio serão poucos para a quantidade de adeptos que por esta altura aguardam no exterior.O paredão da praia encontra-se totalmente repleto.

      Para quem não puder assistir ao encontro “in loco”, o Portugal – Rússia tem transmissão na RTP1 a partir das 18:30h.

    • Brasil cai nos quartos subjugado pela frieza russa

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      17 Julho, 2015

      O primeiro dos quatro jogos a contar para os quartos de final do Mundial de Futebol de Praia Espinho 2015 ofereceu aos milhares de adeptos presentes na Praia da Baía em Espinho um autêntico clássico do futebol de praia: Brasil e Rússia, as únicas selecções em prova que já conquistaram a competição da FIFA, degladiavam-se numa partida que ditaria o afastamento precoce de um gigante do panorama global! E o duelo cumpriu a promessa: numa partida em que a incerteza no marcador foi uma constante, o empate registado no final dos 36 minutos regulamentares obrigaria a um prolongamento de 3 minutos, no qual a frieza dos jogadores europeus foi determinante, resultando no golpe de cabeça de Shaykov que daria à Rússia o apuramento para as meias finais da prova.

      A equipa europeia entrou melhor na partida, demonstrando uma sólida organização defensiva que contrariava as investidas brasileiras. Por seu turno, os pupilos de Júnior Negão, apesar de mais dominadores a nível de posse de bola, revelavam debilidades defensivas nas bolas paradas, que iam sendo aproveitadas por parte dos jogadores russos, muito eficazes. Assim, a Rússia construiu uma vantagem de 2-0 com golos de Paporotny e Shkarin, o primeiro na sequência de um pontapé de canto cobrado por Krasheninikov com Paporotny a impor-se perante a marcação de DDI, o segundo após um lançamento lateral numa falha clamorosa do guarda-redes Mão e de toda a defensiva brasileira.

      No entanto, na resposta ao segundo golo russo, o Brasil conseguiria operar a reviravolta no marcador, com 3 golos em menos de 2 minutos: primeiro, Mão compensou a sua infelicidade no lance anterior, com um grande remate que levou a bola a entrar junto ao ângulo superior da baliza de Bukhlitskiy; depois, Datinha conquistou a falta na ala direita do ataque e finalizou com classe o livre correspondente, num remate cruzado que restabeleceu a igualdade; finalmente, Mauricinho, aproveitando uma recuperação de bola da selecção Canarinha quando os russos saíam apressadamente para o ataque, fez o 3-2 no marcador, resultado que o Brasil conseguiu segurar até ao final do 1º período.

      A palestra de Likhatchev ao intervalo mudou a disposição dos soldados da areia da selecção russa, que entraram de rompante na partida e alcançaram o empate decorridos apenas 30 segundos de jogo: Dmitri Shishin, Bota de Ouro no último mundial, concretizou um livre ainda muito afastado da baliza à guarda de Mão, numa remate rasteiro forte e muito colocado, sem hipótese de defesa. O empate perpetuar-se-ia no marcador até ao fim do 2º período, graças à forma pressionante como os russos abordaram a partida, subindo as suas linhas e estancando o caudal ofensivo do Brasil na primeira fase de construção. A Rússia, por seu turno, parecia jogar na expectativa, aguardando um erro do Brasil que não surgia. Os dois guardiões, Mão e Ostrovski, revelavam também grande segurança entre os postes.

      O 3º período traria mais golos e emoção aos adeptos presentes na Praia da Baía, com sucessivas vantagens para a formação da Rússia prontamente contrariadas por parte da selecção Canarinha. Primeiro, foi Peremitin a surgir livre de marcação no interior da área brasileira, após a marcação de novo canto do lado esquerdo. Todavia, a reacção dos sul-americanos não se faria esperar, com um penalti controverso concretizado por Bokinha, estabelecendo o 4-4 no marcador. Porém, a igualdade a 4 bolas seria novamente efémera, com a Rússia a passar novamente para a frente, por meio de Romanov, surgindo livre de marcação ao segundo poste e dando o melhor seguimento a uma excelente assistência de Krasheninikov.

      Os russos estavam efectivamente por cima do jogo, parecendo controlar a partida, mas o regresso de Bruno Xavier ao interior das 4 linhas acabaria por trazer o Brasil de volta ao jogo: aproveitando um lançamento mal calculado de Ostrovski, o Bola de Ouro do mundial de 2013 conquistou o esférico na antecipação e restabeleceu de imediato a igualdade, com um súbito remate cruzado sem hipótese de defesa para o número 12 russo. 5-5 no marcador, tudo empatado novamente, e o Escrete a obter um ligeiro ascendente na partida, dispondo das melhores situações até final, impulsionado pela energia de Bruno Xavier. Todavia, Ostrovski revelou-se uma verdadeira barreira intransponível entre os postes russos, segurando o empate, que a Rússia também não conseguia desfazer apesar dos seus contra-ataques perigosos.

      Todavia, a selecção de leste entraria mais forte no prolongamento, dispondo de 2 boas situações consecutivas para marcar, destacando-se um formidável pontapé de bicicleta de Alexey Makarov, que embateu com estrondo na barra da baliza de Mão. Do outro lado, Bruno Xavier também esteve perto do empate, mas não conseguiu a emenda nas melhores condições. Vivia-se um ambiente de cortar a respiração dentro e fora das quatro linhas, que atingiria o seu ponto culminante quando, a apenas 9 segundos do fim, Shkarin conseguiu fugir pela ala esquerda e descobrir Shaykov sozinho ao segundo poste, finalizando de cabeça para o 6-5 final. Era o delírio para os jogadores russos e o desespero do Brasil, que nos segundos restantes já não lograria restabelecer nova igualdade.

      A selecção Canarinha acabaria assim por ser eliminada nos quartos de final do Mundial em Espinho aos pés da bicampeã mundial Rússia, que segue em frente para as meias finais pela 3ª vez consecutiva. Os russos serão os adversários de Portugal na meia final, num duelo europeu inédito em campeonatos do mundo. A partida está agendada para as 18h30 de Sábado, contando com transmissão Eurosport 2, e constitui uma oportunidade de ouro para Portugal fazer História perante os seus adeptos.

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