• Conhecidos os nomeados a melhores do ano

    VI Gala do Andebol elege os melhores do Ano: Vote!

  • Foto: Fotos da Curva

    Tal pai, tal filho

  • Foto: hoqueipatins.pt

    Afinal há títulos para todos

  • Dérbi sem surpresas

Melhores Marcadores

  • 1
    Pedro Cruz - Águas Santas / Milaneza
    192
  • 2
    Pedro Sequeira - Passos Manuel
    140
  • 3
    Pedro Portela - Sporting
    137
  • 4
    Belone Moreira - Passos Manuel
    130
  • 5
    Yuriy Kostetsky - SC Horta
    117
  • 6
    Nuno Silva - Madeira SAD
    115
  • 7
    Pedro Solha - Sporting
    114
  • 1
    Nandinho - Boavista
    33
  • 2
    Vigário - Unidos Pinheirense
    30
  • 3
    Jander - SL Olivais
    28
  • 4
    Alessandro Patias - Benfica
    25
  • 5
    Márcio Moreira - Póvoa Futsal
    22
  • 6
    Fábio Cecílio - SC Braga
    22
  • 7
    Zé Marau - Unidos Pinheirense
    20
  • 1
    Luís Viana - Juventude Viana
    64
  • 2
    João Rodrigues - Benfica
    48
  • 3
    Gonçalo Alves - Oliveirense
    42
  • 4
    Nuno Araújo - Valongo
    40
  • 5
    Francisco Barreira - Sanjoanense
    38
  • 6
    Carlos Nicolia - Benfica
    35
  • 7
    Vítor Hugo Pinto - FCP / Império Bonança
    31

Resultados da Jornada

  • Santo Tirso
    29
  • 30
    Águas Santas / Milaneza
  • Sporting
    27
  • 20
    Xico Andebol
  • Benfica
    29
  • 27
    FC Porto
  • Belenenses / Delta
    26
  • 25
    Maia / ISMAI
  • SC Horta
    44
  • 34
    ABC / UMinho
  • Passos Manuel
    31
  • 25
    Madeira SAD
  • Benfica
    8
  • 1
    Rio Ave
  • Cascais
    5
  • 6
    Leões PS
  • Póvoa Futsal
    2
  • 5
    Boavista
  • Modicus
    5
  • 1
    Burinhosa
  • Unidos Pinheirense
    5
  • 1
    Belenenses
  • SC Braga
    4
  • 1
    SL Olivais
  • Fundão
    4
  • 4
    Sporting
  • Candelária
    4
  • 2
    Paço de Arcos
  • Oliveirense
    5
  • 3
    OC Barcelos
  • Carvalhos
    3
  • 2
    HC Turquel
  • Sanjoanense
    6
  • 3
    CD Póvoa
  • Juventude Viana
    3
  • 3
    Sporting
  • Benfica
    11
  • 3
    Tigres Almeirim
  • FCP / Império Bonança
    6
  • 6
    Valongo

Entrevistas

Notícias

    • VI Gala do Andebol elege os melhores do Ano: Vote!

      Conhecidos os nomeados a melhores do ano
      23 Junho, 2016

      Terminada uma época surpreendente, é chegada a hora de se reconhecerem aqueles que, individualmente, contribuíram para uma excelente época desportiva. Os pavilhões voltaram a encher, no apoio ao andebol, muito graças ao talento individual dos nomeados e de muitos outros que não entraram na votação.

      As nomeações partiram dos treinadores dos clubes das principais competições nacionais de Andebol masculino e feminino. A eleição cabe ao público, até ao dia 30 de Julho. Melhores jogadores, treinadores, revelações e dupla de arbitragem serão reconhecidos na VI Gala do Andebol, a 27 de Agosto, em Setúbal.

      As categorias são compostas pelos três candidatos mais nomeados pelos treinadores, salvo duas categorias em que, por empate, vão a votação com quatro elementos.

      Clique neste link para votarem nos seus favoritos.

      Fique a conhecer, aqui, os nomeados:

      Melhor Jogador 2015/ 2016 

      Frankis Carol – Sporting CP
      Nuno Grilo – ABC Braga / UMinho
      Pedro Seabra – ABC Braga / UMinho

      Melhor Jogadora 2015/ 2016

      Ana Andrade – Madeira SAD
      Bebiana Sabino – Colégio de Gaia
      Mónica Soares – Alavarium Love Tiles

      Melhor Guarda-Redes Masculino 2015/ 2016

      Alfredo Quintana – FC Porto
      Humberto Gomes – ABC Braga / UMinho
      Nikola Mitrevski – SL Benfica

      Melhor Guarda-Redes Feminina 2015/ 2016

       Diana Roque – Madeira SAD
      Isabel Góis – Alavarium Love Tiles
      Jéssica Ferreira – Colégio de Gaia

      Melhor Treinador – provas nacionais masculinas – 2015/ 2016

      Carlos Resende – ABC Braga / UMinho
      Paulo Fidalgo – AM Madeira SAD
      Ricardo Costa – FC Porto

      Melhor Treinador – provas nacionais femininas – 2015/ 2016

      Paula Marisa Castro – Colégio de Gaia
      Paulo Félix – Colégio João de Barros
      Sandra Fernandes – Madeira SAD

      Atleta Revelação Masculino 2015/ 2016

      Alexandre Cavalcanti – SL Benfica
      André Gomes – ABC Braga / UMinho
      Luís Frade – AA Águas Santas

      Atleta Revelação Feminino 2015/ 2016

      Ana Silva – Juve Lis
      Cláudia Vieira – CS Madeira
      Diana Oliveira – Maiastars
      Érica Tavares – Madeira SAD

      Melhor dupla de Árbitros 2015/ 2016

      Eurico Nicolau / Ivan Caçador – A.A Leiria
      Daniel Martins / Roberto Martins – A.A. Leiria
      Duarte Santos / Ricardo Fonseca – A. A. Madeira
      Ramiro Silva / Mário Coutinho – A.A. Aveiro

    • Tal pai, tal filho

      Foto: Fotos da Curva
      22 Junho, 2016

      Diogo Almeida será o substituto de Pedro Henriques no Benfica. O guardião português que figurava no plantel do HC Braga seguirá assim as pisadas do pai, Fernando Almeida, futuro treinador do Infante Sagres e antigo guardião dos encarnados na década de ’90.

      Recorde-se que Pedro Henriques, actual suplente de Guillém Trabal, irá rumar à Catalunha para representar o Réus, equipa que na próxima época terá um plantel ambicioso, com Albert Casanovas e Marc Torra, até à presente no campeonato português, o primeiro na Oliveirense e o segundo no Benfica.

      Esta será a primeira vez que Diogo Almeida representará um dos ‘três grandes’, tendo também representado a sempre forte Oliveirense antes de rumar a Braga.

    • Afinal há títulos para todos

      Foto: hoqueipatins.pt
      19 Junho, 2016

      Uma época atípica, em que todos ficaram a sorrir. Benfica campeão nacional e europeu, Barcelos vencedor da Taça CERS, Sporting vencedor da Supertaça António Livramento e FC Porto vencedor da Taça de Portugal. Em Ponte de Lima, se as meias-finais já haviam beneficiado as equipas que melhor hóquei jogam em Portugal, a final não foi por menos, beneficiando a equipa que melhor joga colectivamente e cujos processos estão melhor definidos. Vitória por 4-2 para um dragão pragmático na final, ainda que o Benfica tivesse assustado nos últimos minutos.

      Num jogo disputado a grande ritmo e pleno de superioridades numéricas, os azuis e brancos aproveitaram melhor esse facto na primeira parte, juntando a isso a eficácia nas bolas paradas. Tento inaugural marcado por Hélder Nunes (18′) de livre directo e o 2-0 por Gonçalo Alves, no último minuto, em situação de power-play e ambos de picadinha.

      Na segunda parte, apesar das contínuas superioridades numéricas, o pragmatismo continuou. O FC Porto optou por um jogo mais expectante enquanto o Benfica optou pela meia-distância e pela (pouca) inspiração dos seus elementos mais tecnicistas, aliás, um método muito utilizado pela equipa de Pedro Nunes quando o resultado não é o desejado.

      Quando uns tentavam reduzir e outros dilatar, eis que a sete minutos do final os azuis e brancos fazem o 3-0 por Hélder Nunes, num excelente lance individual. Tudo parecia controlado, no entanto, Miguel Rocha levou o Benfica a acreditar de novo, ao marcar dois tentos em dois minutos. Com 120 segundos para jogar, a incerteza voltava a ganhar forma, até Gonçalo Alves sentenciar a partida de livre directo, no último minuto.

      Vitória justa e merecida para uma equipa que começou a época com o rótulo de out-sider, tendo em conta as mudanças na estrutura técnica e no plantel, recheando-se de jovens talentos que este domingo confirmaram a sua posição relativamente à inclusão na discussão dos títulos da próxima temporada.

    • Dérbi sem surpresas

      18 Junho, 2016

      Se com a equipa completa já seria uma grande surpresa, com a equipa a meio gás nem houve espaço para qualquer tipo de sonho. Já todos o esperavam, digam o que disserem. Isto porque o Sporting que já dificilmente discutiria o resultado com o rival da 2ª circular, alinhou com a equipa de há um mês e pouco a esta parte, sem Figueira, Losna, Viana e Cacau. Se com estes já seria difícil, sem eles era tão só impossível.

      Assim, coube ao Benfica jogar o quanto baste para golear a equipa verde e branca, conseguindo uma primeira parte esclarecedora ao vencer por 4-1. Torra (2′), Valter Neves (17′), Diogo Rafael (18′) e Adroher (21′) marcaram primeiro, com Tuco a reduzir ao minuto 23, de livre directo.

      Na segunda parte, discussão nula do resultado. João Rodrigues bisou (16′ e 18′) e Miguel Rocha colocou o marcador em 7-1, demasiado pesado mas, ainda assim, menos duro que o 9-0 registado ainda esta época na Luz. Nos últimos três minutos o Sporting ainda recompôs o placard, marcando dois tentos (João Pinto aos 22′ e Centeno a oito segundos do fim) e fixando o resultado final em 7-3.

      Este domingo, pelas 17 horas, o FC Porto terá a última oportunidade para conquistar um título esta época enquanto o Benfica poderá festejar o terceiro troféu, depois do campeonato e a Liga Europeia.

    • A norte, nada de novo

      FC Porto
      18 Junho, 2016

      FC Porto e Benfica passaram este sábado à final da Taça de Portugal, após vencerem Barcelos e Sporting, respectivamente. Os dragões derrotaram os minhotos por esclarecedores 5-2, num jogo que apenas ficou resolvido a partir dos últimos 10 minutos.

      O Óquei de Barcelos até começou bem, ao marcar primeiro por Vieirinha (16′), mas ainda antes do intervalo o FC Porto deu a volta ao marcador com golos de Gonçalo Alves (20′) e Hélder Nunes (23′, de livre directo).

      Na segunda parte, Nalo García dilatou (5′) e Gonçalo Alves (16′, de grande penalidade) dissipou as dúvidas quanto ao vencedor, havendo espaço para mais um golo para cada lado. Luís Querido reduziu (22′) e Rafa fixou o resultado final em 5-2 (23′). Um desfecho que beneficiou uma equipa que ao longo da época, pese embora a irregularidade, praticou um hóquei de encher o olho, perante outra que, ao longo da época, pouco hóquei tem apresentado apesar da Taça CERS conquistada.

      Final entre dragões e águias, este domingo às 17 horas, com transmissão directa n’A Bola TV.

    • Portugal vence Islândia mas volta a falhar Mundial

      Portugal volta a falar um Mundial
      16 Junho, 2016

      A Islândia parecia possível. Pareceu em Reiquiavique e pareceu nesta quinta-feira, no Dragão Caixa, durante quase todo o encontro. Sempre, com muita ‘culpa’ de Alfredo Quintana que foi empurrando Portugal para a frente. No final, uma vitória por 21-20, que soube a muito pouco. Portugal está fora do Mundial de 2017 e continua a aumentar as ausências nas principais provas de seleções.

      Portugal começou muito bem o encontro, com o guarda-redes Quintana a mostrar-se aos islandeses. Quando Rui Silva inaugurou o marcador, já o luso-cubano tinha feito duas defesas fantásticas. Aliás, só aos cinco minutos é que a Islândia chegou ao golo, numa altura em que Quintana já somava quatro defesas e Tiago Rocha já tinha aumentado para 2-0 a vantagem portuguesa. Muito mérito da defesa portuguesa, numa equipa que começou com Daymaro Salina (trocando com Rui Silva, nas saídas para o ataque), Gilberto Duarte e João Ferraz, e Tiago Rocha, Pedro Portela e Fábio Vidrago na segunda linha.

      Após os primeiros quinze minutos, Portugal conseguiu chegar ao resultado sonhado, com uma vantagem de três golos. Gilberto Duarte fez o 7-4, vantagem que José Costa ainda aumentaria para quatro golos (8-4), aos 21 minutos, vantagem que se repetiria a 9-5 e 10-6. Ao intervalo, 10-7 no marcador com Portugal a acreditar no Mundial de 2017.

      Quintana brilhava na baliza perante um ataque menos efetivo do que se esperaria de uma seleção tão credenciada quanto a Islândia, que marcou apenas sete golos nos trinta minutos inaugurais.

      No segundo tempo, Fábio Vidrago ainda fez o 11-7, mas rapidamente a Islândia se começou a revelar mais assertiva, criando mais dificuldades à seleção portuguesa, apontando três golos em apenas cinco minutos. Portugal ainda ia reagindo e Gilberto Duarte ainda fez o 14-10. Seguiu-se um parcial de 4-0 da seleção islandesa (15-14) e o sonho do apuramento começava a esmorecer. Nas bancadas não paravam de acreditar, mesmo quando o resultado estava empatado a 17 golos, a dez minutos do final.

      Com o Dragão Caixa lotado, e excelente no apoio, Portugal ainda voltaria aos três golos de vantagem, com António Areia a fazer o 20-17, da linha de sete metros, a quatro minutos do final. No entanto, a Islândia conseguiu responder e acabou por sentenciar o apuramento para o Campeonato do Mundo, que terá lugar em França, em Janeiro de 2017, depois de ter vencido na primeira mão, por 26-23.

      Gilberto Duarte, com cinco golos, foi o melhor marcador na seleção portuguesa, seguido de perto por António Areia, com quatro golos e uma eficácia de 100% na linha de sete metros (3/3).

    • NHL: Pittsburgh Penguins conquistam Stanley Cup pela quarta vez

      (Photo by Bruce Bennett/Getty Images)
      16 Junho, 2016
      NHL

      Afinal, a história pode mesmo repetir-se.

      Sete anos depois de terem vencido a Stanley Cup comandados por um treinador que assumiu funções a meio da temporada, os Pittsburgh Penguins repetiram a proeza em 2016. Mesmo que em vez de Dan Byslma, o homem no comando tenha sido Mike Sullivan. Ou que em vez de a Taça ter sido levantada em Detroit, o palco tenha sido o SAP Center de San Jose. Contudo, a data foi a mesma, 12 de Junho, curiosamente exactos 6 meses desde que Sullivan foi nomeado como o substituto de Mike Johnston.

      Uma vitória por 3-1 no terreno dos San Jose Sharks garantiu assim um Verão de celebrações para uma cidade que três dias antes tinha visto desvanecer-se o desejo de levantar o troféu em casa pela primeira vez. Um desempenho memorável do guardião dos visitantes adiou a decisão no jogo 5, mas nem Martin Jones foi suficiente para salvar o 2º match point.

      O jogo 6 foi tão intenso e vibrante como os anteriores mas, para desespero dos Sharks, partilhou igualmente outras características com os que o antecederam. Os Penguins tiveram a predominância ofensiva, tanto no controlo do disco como no fabrico de ocasiões de golo, e marcaram primeiro, permitindo uma gestão do encontro de que os Sharks apenas desfrutaram no jogo 5.

      Um início de encontro nervoso onde ambas as equipas tiveram dificuldades em penetrar no esquema defensivo rival foi interrompido por uma penalidade escusada de Dainius Zubrus, que ao derrubar Brian Dumoulin ofereceu a vantagem numérica aos visitantes. Vinte e cinco segundos depois, o mesmo Dumoulin demonstrou tremenda paciência para aguardar a abertura de uma linha de disparo e atirou para a baliza, batendo Jones na zona entre o braço direito e o tronco.

      A resposta dos Sharks não se fez esperar, conseguindo “aprisionar” o adversário na sua zona defensiva por duas vezes, mas o guardião Matt Murray manteve-se calmo e aguentou a vantagem, permitindo que a equipa reagrupasse. O período acabaria com os Penguins por cima e Jones a evitar o segundo num par de ocasiões.

      Após a interrupção esperava-se que a formação de San Jose entrasse a todo o gás e isso aconteceu, com meia dúzia de remates nos minutos iniciais a obrigarem Murray a nova fase de intenso trabalho. Do outro lado, Nick Bonino também obrigou Jones a uma fantástica intervenção mas seriam mesmo os anfitriões a obter o tento do empate. Brent Burns recuperou o disco à entrada da zona defensiva dos Penguins e encontrou Logan Couture, que iludindo o stick de um defesa disparou por entre as pernas de Murray.

      O golo de Logan Couture estabeleceu um empate momentâneo no jogo 6 (Photo by Dave Sandford/NHLI via Getty Images)

      O 1-1 assinado pelo jogador mais produtivo dos playoffs (30 pontos) incendiou o pavilhão, mas apenas 89 segundos depois um autêntico balde de água fria foi despejado sobre a maioria dos adeptos presentes. As estrelas Kris Letang e Sidney Crosby controlaram o disco na zona dos Sharks e garantiram que o mesmo só sairia de lá após tocar as redes de Jones, com o capitão, posicionado atrás da baliza, a assistir o defesa para um remate que encontrou uma nesga entre o equipamento do guarda-redes da formação de San Jose.

      Estava reposta a liderança dos Penguins mas a partida estava longe de decidida. Nos 12 minutos do período intermédio que faltavam disputar, ambas as equipas estiveram muito perto de adicionar ao placar e duas oportunidades flagrantes foram mesmo desperdiçadas de forma incrível. Primeiro foram os Sharks, com Joe Pavelski, na sequência de um grande passe de Joe Thornton, a atirar ao lado do poste mais distante quando a baliza se apresentava perfeitamente ao dispor visto que Matt Murray estava em desequilíbrio. Posteriormente, na outra zona, um dois contra um dos Penguins foi esbanjado por Chris Kunitz, que decidiu tentar devolver o disco a Evgeni Malkin apesar de ter escancarada a totalidade da rede de Martin Jones.

      O resultado no segundo intervalo era de 2-1 para os visitantes e isso significava que os Sharks tinham vinte minutos para evitar que o esforço de oito meses fosse em vão. Naturalmente, a pressão dos anfitriões deveria intensificar-se mas não foi isso que se viu no 3º período.

      Mantendo a agressividade à entrada da sua zona defensiva e fazendo correr o relógio com o disco bem longe da zona de perigo, os Penguins controlaram a vantagem no marcador quase na perfeição ao impedir qualquer espécie de assalto final dos Sharks, que apenas registaram dois remates na derradeira etapa. Nem mesmo uma vantagem numérica motivada por uma penalidade de Conor Sheary foi aproveitada, já que o formidável grupo de powerplay dos Sharks foi abafado durante os 2 minutos.

      De facto, a grande oportunidade do período até pertenceu aos Penguins, com Phil Kessel a proporcionar a Jones uma ultima grande intervenção nestes playoffs, e o resultado final haveria de ficar definido já com o guardião no banco para dar lugar a um atacante extra. Sidney Crosby bloqueou um remate de Marc-Edouard Vlasic e ofereceu o disco a Patric Hornqvist, que patinou alguns metros, passou a linha intermédia e atirou calmamente para a baliza deserta, dando inicio à festa no banco dos visitantes com cerca de um minuto para jogar.

      Os jogadores dos Pittsburgh Penguins celebram logo após o último toque da buzina (Photo by Ezra Shaw/Getty Images)

      Pouco depois seria o mesmo Crosby a despejar o disco para a zona adversária enquanto os últimos segundos se esvaiam, com os companheiros a darem asas à felicidade invadindo o rinque ao encontro de Matt Murray.

      ****

      Do outro lado do gelo e nas bancadas, a constatação de que sonho tinha chegado ao fim abatia-se sobre a face dos jogadores e adeptos dos San Jose Sharks, que após 25 anos chegaram pela primeira vez à final da Stanley Cup mas continuam sem tocar no troféu mais desejado. Apesar do triunfo no jogo 5, este acabou por ser o desfecho mais lógico após os Californianos ficarem em desvantagem por 3-1 em jogos, já que desde 1942 uma equipa não consegue dar a volta a uma diferença deste calibre na série decisiva.

      O esforço dos San Jose Sharks não foi suficiente para serem recompensados com a Stanley Cup (Photo by Christian Petersen/Getty Images)

      Para lá de Martin Jones, que foi absolutamente brilhante em toda a final e o principal responsável por terem sido disputados seis jogos, Logan Couture foi dos poucos Sharks a apresentar-se ao melhor nível na série. Os seus três pontos no jogo 5 foram essenciais para estender o embate e o central canadiano liderou igualmente a linha mais capaz da equipa, já que Joe Thornton e o capitão Joe Pavelski não conseguiram fazer a diferença, principalmente a partir do momento em que o companheiro Tomas Hertl foi afastado por lesão no seguimento do jogo 2. O capitão apenas conseguiu apontar 1 dos seus 14 golos nos playoffs diante dos Penguins, enquanto Thornton somou meras 3 assistências em 6 jogos. Além disso, o powerplay, que tinha resolvido tantos problemas em séries anteriores, apenas concretizou uma das onze ocasiões de que dispôs, ficando bastante longe dos 27% de eficácia com que chegou à final.

      Quanto à defesa, manifestou problemas em controlar o ímpeto e velocidade dos avançados dos Penguins, principalmente o duo Roman Polak e Brenden Dillon, cujos erros não raras vezes resultaram directamente em golos ou oportunidades para o adversário.

      A formação de San Jose produziu a campanha porque os seus adeptos desesperavam há tantos anos, mas no fim foi batida por um rival que se revelou (quase) sempre mais forte.

      ****

      Nos momentos que se seguiram ao fim do encontro e à tradicional fila de cumprimentos entre as equipas, as atenções centraram-se no anúncio do vencedor do Conn Smythe Trophy, entregue ao jogador mais valioso dos playoffs. A formação de Pittsburgh tinha vários nomes apontados como merecedores de tal honra, tendo a escolha dos jornalistas que cobriram a Final recaído sobre o capitão Sidney Crosby.

      Sidney Crosby levou para casa o Conn Smythe Trophy, atribuido ao MVP dos playoffs da NHL ( Photo by Bruce Bennett/Getty Images)

      O central canadiano esteve longe exibir a produtividade ofensiva de 2009, quando obteve 31 pontos na campanha vitoriosa dos Penguins, mas impressionou pela tenacidade e determinação com que se dedicou a tarefas defensivas diante dos melhores jogadores adversários, exibindo a sua categoria no ataque em momentos cruciais. Na memória ficará o golo decisivo no prolongamento do jogo 2 da série com os Tampa Bay Lightning, mas mesmo quando não deixou marca na ficha de jogo, a sua capacidade para dominar ofensivamente e gerar ocasiões de golo inclinou o gelo a favor da sua equipa.

      Crosby somou 19 pontos em 24 jogos, segundo maior total nos Penguins, afastou todas as críticas de que foi alvo no início da época, e deu seguimento a uma segunda metade da fase regular onde se reassumiu como o melhor jogador da NHL, acumulando 66 pontos em 52 jogos.

      Aos 28 anos, o legado de Crosby recebeu mais duas adições de relevo, tornando-o no único jogador da história a ter no currículo a Stanley Cup (x2), a medalha de ouro olímpica (x2), o Campeonato do mundo de juniores, o Campeonato de Mundo sénior, o Hart Trophy (x2) (atribuído ao melhor jogador da fase regular da NHL), o Art Ross Trophy (x2) (jogador com mais pontos da fase regular) e o Conn Smythe Trophy. Em resumo, tudo aquilo que um atacante da NHL pode ambicionar coleccionar tanto a nível individual como colectivo.

      Quanto ao resto das figuras dos Penguins nesta campanha, destaque para Phil Kessel, que somou 22 pontos (10 golos) nos playoffs e foi o motor da linha que desequilibrou ofensivamente a balança a favor da formação de Pittsburgh. O grupo que formou com Nick Bonino (16 pontos) e Carl Hagelin (14) ganhou nome próprio (HBK line) e tornou-se um dos símbolos mais fortes dos playoffs de 2016, sendo que, curiosamente, todos os elementos foram adquiridos no último ano.

      Phil Kessel (L), Nick Bonino (C) e Carl Hagelin (R), o trio que ficará para a história desta vitória dos Penguins (Photo by Bruce Bennett/Getty Images)

      Já o guardião Matt Murray, o rookie que assumiu a baliza dos Penguins face à lesão de Marc-Andre Fleury, igualou um record da NHL ao obter 15 vitórias nos playoffs como estreante, notabilizando-se ainda por ter vencido todos os seis encontros que se seguiram a desaires. Para completar o quarteto que esteve na disputa pelo troféu de MVP falta ainda referir Kris Letang (15 pontos), que não só apontou o golo que garantiu a Taça como foi essencial para estabilizar uma defesa que poucos acreditaram ser capaz de suportar uma equipa campeã.

      ****

      Sem a perspicácia demonstrada no último ano pelo GM Jim Rutherford, Sidney Crosby e companhia não teriam levantado a Stanley Cup (Photo by Ezra Shaw/Getty Images)

      Após Crosby receber a Stanley Cup das mãos de Gary Bettman, comissário da NHL, o troféu foi passado por todos os jogadores e staff técnico até chegar ao arquitecto do triunfo.

      Jim Rutherford tornou-se no primeiro GM da era moderna da NHL (desde 1942) a vencer a Taça por duas formações diferentes (Carolina Hurricanes, 2006) e as suas impressões digitais estão espalhadas pelos diferentes ingredientes do sucesso, desde a decisão de nomear Mike Sullivan como treinador até à forma como moldou e melhorou o plantel que nos playoffs de 2015 foi eliminado logo de entrada pelos NY Rangers.

      Talvez a mudança de treinador tenha sido abençoada pela própria história dos Penguins – que em todos os seus quatro títulos eram liderados por treinadores a cumprir a época de estreia no banco da equipa – mas quanto ao resto não existem dúvidas da sua sagacidade. Nos últimos 12 meses, Rutherford adicionou sete jogadores que formaram parte regular da equipa vencedora e sem esses reforços, que aumentaram exponencialmente a profundidade e qualidade do grupo à disposição de Sullivan, o triunfo não teria acontecido.

      ****

      A longa temporada da NHL terminou assim com a Stanley Cup a rumar a Pittsburgh, juntando-se aos troféus de 1991, 1992 e 2009. Seguem-se meses de festejos para os membros dos Pittsburgh Penguins, e um defeso à procura de soluções para os 29 opositores que falharam o objectivo principal da temporada. A liga norte americana de hóquei no gelo regressa em Outubro para o início da temporada 2016-17.

    • Portugal perde na Islândia mas mantém vivo o sonho do Mundial

      Portugal perdeu na Islândia
      12 Junho, 2016

      Portugal perdeu na Islândia o primeiro dos dois jogos do ‘play-off’. Derrota por três golos, que a seleção nacional tentará reverter na próxima quinta-feira, no Dragão Caixa (21h00). Num jogo em que Portugal apenas liderou por uma vez, a Islândia, perante um pavilhão lotado, triunfou por 26-23, uma vantagem que construiu ainda durante a primeira parte.

      Portugal até entrou muito bem no encontro e o jogo foi bastante equilibrado nos 25 minutos inaugurais. Rolando Freitas iniciou o encontro com Alfredo Quintana na baliza, Rui Silva, Gilberto Duarte e João Ferraz na primeira linha, e Pedro Portela, Pedro Solha e Tiago Rocha na segunda linha. Na defesa, entrava Daymaro Salina, em troca com Rui Silva.

      Ao golo inaugural da Islândia, respondeu Pedro Portela com o empate. Só aos sete minutos, é que Gilberto Duarte voltou a marcar golo para Portugal, num início de jogo com poucos golos e onde as equipas iam esbarrando na eficácia dos guarda-redes. À passagem do minuto 11, Rui Silva terminou com golo um parcial de 3-0 de Portugal, fazendo o 4-5, dando a primeira vantagem (e única) à seleção portuguesa. A Islândia voltou para a frente do marcador (6-5), e não voltaria a ceder na vantagem. A cinco minutos do final, Gilberto Duarte reduziu para 9-8 mas a Islândia terminou muito forte o primeiro tempo, chegando a dispôr de uma vantagem de quatro golos (13-9), que o mesmo Gilberto amenizaria no último minuto. Ao intervalo, vencia a Islândia por 13-10.

      No segundo tempo, começou muito bem a seleção da casa, com um parcial de 2-0, a abrir a vantagem para os cinco golos (15-10). A resposta de Portugal não demorou e António Areia começava a revelar-se mais eficaz no ataque português. Um parcial de 3-0, com dois golos de Areia e um de Fábio Vidrago, voltavam a aproximar Portugal (15-13). Apesar da Islândia voltar a descolar nos minutos seguintes (19-15), Portugal conseguia sempre reagir e, mais importante, não deixava o adversário fugir no marcador.

      À entrada para os dez minutos finais, António Areia colocou a diferença em apenas um golo (20-19), mas um parcial de 3-0 da Islândia voltou a fazer mossa no marcador (23-19). Nos minutos finais, a Islândia repetiu vantagens de quatro golos (25-21 e 26-22) mas, a dois segundos do fim, Tiago Rocha reduziu para 26-23, um resultado que deixa a seleção portuguesa com esperanças no apuramento para o Mundial de 2017.

      Tiago Rocha foi o mais eficaz no ataque de Portugal, apontando cinco golos, em seis remates. António Areia também se destacou com cinco golos, e uma segunda parte muito boa. Gilberto Duarte, com quatro golos, e João Ferraz, com três, foram os melhores rematadores portugueses do exterior, registando 50% de eficácia no remate.

      Na Islândia, Aron Palmarsson foi o melhor marcador, com seis golos.

Free mockups