• Seleção de Portugal (Foto: FAP)

    Euro’16: Portugal goleia a Ucrânia e está em posição de apuramento!

  • (foto: CERH)

    FC Barcelona é, de novo, campeão europeu!

  • (foto: arquivo)

    Vic afasta FC Porto da final, no prolongamento

  • Fonte: FPF

    Benfica elimina rival Sporting por 2-1 e está na final da Taça

Melhores Marcadores

  • 1
    Pedro Cruz - Águas Santas / Milaneza
    192
  • 2
    Pedro Sequeira - Passos Manuel
    140
  • 3
    Pedro Portela - Sporting
    137
  • 4
    Belone Moreira - Passos Manuel
    130
  • 5
    Yuriy Kostetsky - SC Horta
    117
  • 6
    Nuno Silva - Madeira SAD
    115
  • 7
    Pedro Solha - Sporting
    114
  • 1
    Nandinho - Boavista
    30
  • 2
    Jander - SL Olivais
    28
  • 3
    Vigário - Unidos Pinheirense
    28
  • 4
    Alessandro Patias - Benfica
    25
  • 5
    Márcio Moreira - Póvoa Futsal
    22
  • 6
    Fábio Cecílio - SC Braga
    21
  • 7
    Zé Marau - Unidos Pinheirense
    20
  • 1
    Luís Viana - Juventude Viana
    61
  • 2
    João Rodrigues - Benfica
    40
  • 3
    Gonçalo Alves - Oliveirense
    38
  • 4
    Nuno Araújo - Valongo
    37
  • 5
    Francisco Barreira - Sanjoanense
    36
  • 6
    Carlos Nicolia - Benfica
    32
  • 7
    Vítor Hugo Pinto - FCP / Império Bonança
    29

Resultados da Jornada

  • Santo Tirso
    29
  • 30
    Águas Santas / Milaneza
  • Sporting
    27
  • 20
    Xico Andebol
  • Benfica
    29
  • 27
    FC Porto
  • Belenenses / Delta
    26
  • 25
    Maia / ISMAI
  • SC Horta
    44
  • 34
    ABC / UMinho
  • Passos Manuel
    31
  • 25
    Madeira SAD
  • Benfica
    0
  • 0
    Rio Ave
  • Cascais
    0
  • 0
    Leões PS
  • Póvoa Futsal
    0
  • 0
    Boavista
  • Modicus
    0
  • 0
    Burinhosa
  • Unidos Pinheirense
    0
  • 0
    Belenenses
  • SC Braga
    0
  • 0
    SL Olivais
  • Fundão
    0
  • 0
    Sporting
  • Oliveirense
    7
  • 2
    CD Póvoa
  • Benfica
    5
  • 1
    FCP / Império Bonança
  • Paço de Arcos
    6
  • 4
    OC Barcelos
  • Carvalhos
    3
  • 4
    Sporting
  • Sanjoanense
    7
  • 2
    Tigres Almeirim
  • Candelária
    3
  • 2
    HC Turquel
  • Juventude Viana
    4
  • 4
    Valongo

Entrevistas

Notícias

    • Euro’16: Portugal goleia a Ucrânia e está em posição de apuramento!

      Seleção de Portugal (Foto: FAP)

      Com mais uma vitória frente à Ucrânia, por 34-24, Portugal é segundo no grupo 5 do apuramento para o Europeu de 2016. Ou seja, Portugal está em situação de apuramento, com quatro pontos, mais dois do que a Rússia, que tem um jogo a menos. No entanto, o maior problema é que Portugal perdeu com a Rússia, em casa, o que poderá dificultar mais à frente…

      Para já, o cenário está muito mais animador, com duas vitórias consecutivas. A seleção volta a concentrar-se em Junho quando vai decidir, com Hungria, em casa, e com a Rússia, fora, o destino para o próximo Campeonato da Europa. Importa apenas referir que a Hungria lidera o grupo, muito confortável, com oito pontos após quatro jornadas.

      No jogo deste Domingo, em Vila Nova de Gaia, Portugal entrou muito forte e chegou rapidamente à vantagem. Aos 5 minutos, Gilberto Duarte adiantava Portugal a 4-1 no marcador. Fábio Vidrago, com mais uma excelente exibição (10 golos em 11 remates), aumentou para quatro golos a vantagem portuguesa (7-3).

      A Ucrânia ainda tentou responder, mas o mesmo Vidrago pôs travão à euforia forasteira e fez o 8-5. Aos 18 minutos, João Ferraz, fez o 13-8 numa ‘bomba’ dos nove metros. E, nos cinco minutos finais, já com Ricardo Candeias na baliza (rendeu Alfredo Quintana), Portugal disparou no marcador. Tiago Pereira fez o 18-11, colocando a vantagem em sete golos e, no último segundo, Pedro Portela devolveu a vantagem, ao fazer o 19-12.

      Após uma excelente primeira parte, Portugal voltou do intervalo muito motivado. E, sete minutos após o reinício, Pedro Portela colocou a vantagem nos dez golos (25-15). Fábio Vidrago, sempre endiabrado, fez o 29-16, naquela que foi a maior vantagem do encontro. No entanto, nos últimos minutos, Portugal a ‘levantar o pé’ e a ceder parte da vantagem. Nuno Grilo fez o 34-24 final, numa grande vitória de Portugal.

      O ponta-esquerdo Fábio Vidrago, com dez golos (91% de eficácia) foi o melhor marcador do encontro.

      Dia 10 de Junho será dia de Portugal! E poderá mesmo ser decisivo. A seleção joga, em Santo Tirso, contra a fortíssima Hungria, um encontro que poderá ser decisivo para o apuramento.

    • FC Barcelona é, de novo, campeão europeu!

      (foto: CERH)
      3 Maio, 2015

      A equipa de hóquei em patins do FC Barcelona sagrou-se, esta tarde, em Bassano, na Itália, vencedora da Liga Europeia 2014/15. Este foi o 21º título conquistado pelo clube blaugrana e o segundo consecutivo.

      Na final, o FC Barcelona dominou o jogo com o CP Vic. Apesar de o resultado final ter sido um “apertado” 4-3, o FC Barcelona esteve a vencer, ao intervalo, por 4-1.

      Nas meias-finais, o FC Barcelona tinha derrotado o Hockey Breganze por 5-1, enquanto o CP Vic tinha afastado o FC Porto da final, com um golo de ouro de Mia Ordeig (3-2).

    • Vic afasta FC Porto da final, no prolongamento

      (foto: arquivo)
      2 Maio, 2015

      A cerca de trinta segundos do final da primeira parte do prolongamento, “Mia” Ordeig festejava o golo de ouro, aquele que garantia ao Club Patí Vic a presença na final da Liga Europeia de Hóquei em Patins 2014/15.

      Cerca de cinco anos depois, o CP Vic volta, de novo, a marcar presença numa final, a terceira no seu historial.

      Em caso de vitória, esta seria a terceira presença consecutiva do FC Porto na final da prova…

      Num jogo tão equilibrado como se esperava, a primeira parte acabou sem golos, tendo sido caracterizada por um duelo interessante do ponto de vista táctico, com alguma superioridade portista no ataque, mas com uma excelente organização defensiva da equipa catalã, o que se traduziu num nulo ao intervalo.

      Na segunda parte, apesar de a equipa portuguesa continuar a dominar, acabou por ser o CP Vic a inaugurar o marcador, com Cristian Rodríguez a festejar, aos 32min. Pouco depois, Hélder Nunes esteve perto de fazer o empate, numa jogada individual. Quis a sorte (ou o azar…) que, depois de fintar o guarda-redes Carles Grau, o jovem visse a bola a embater no poste…

      O empate a uma bola chegou sensivelmente a meio da segunda parte. Um jogador do Vic jogou a bola com o patim e o árbitro assinalou uma grande penalidade. Chamado a marcar, o capitão de equipa, Reinaldo Ventura, não desperdiçou.

      Seguiram-se dois minutos “loucos”, com Cristian Rodríguez a bisar e com os portistas a responder rapidamente, com Jorge Silva a empatar de novo a partida.

      Nos últimos minutos da partida, voltou-se ao estilo de jogo que se tinha praticado na primeira parte, talvez “apimentado” com alguma dureza do Vic que, apesar de tudo, “parou” à 9ª falta de equipa.

      O tempo regulamentar chegou ao fim e, com um empate a duas bolas, o jogo seguiu para prolongamento.

      Chegado ao tempo extra, “Mia” Ordeig brilhou, ao fazer um remate de meia-distância que apanhou de surpresa Edo Bosch e que eliminou o Futebol Clube do Porto.

    • Benfica elimina rival Sporting por 2-1 e está na final da Taça

      Fonte: FPF
      2 Maio, 2015

      O encontro que abriu as meias-finais da Taça de Portugal 2014/2015 colocou frente-frente a formação finalista da edição anterior e detentor de 5 troféus da mesma no seu currículo. E do outro lado a equipa bicampeã nacional e vencedora por 4 ocasiões da prova no seu palmarés. Facto curioso também é que nestas meias-finais para além de um derby, defrontavam-se os 2 últimos treinadores vencedores da prova, Joel Rocha em 13/14 ao serviço do Fundão e Nuno Dias em 12/13 pela formação Leonina.

      O jogo prometia, o Benfica vencedor da fase regular onde conseguiu ser a equipa menos batida numa fase regular do campeonato, desde que este se realiza nestes moldes, e que ainda não sabe o que é perder esta época, e a equipa bicampeã nacional que vinha de um brioso 3º lugar na Uefa Futsal Cup e que nos habitou nos últimos anos ao seu futsal de qualidade e de cariz ofensivo.

      De destacar a óptima organização da FPF e da RTP1 na organização e transmissão do evento, que não ficou atrás das melhores práticas de outras ligas europeias de referência.

      Foi um Benfica que se apresentou na máxima força, aquele que criou mais perigo nos 5 minutos iniciais da partida, mais uma vez explorando a qualidade em lances de reposição lateral que, o Benfica por intermédio do goleador Alessandro Patias num excelente remate colocou o Benfica em vantagem apenas com 2’ minutos volvidos na partida. O mesmo jogador viria a testar o guarda-redes Cristiano em mais 2 ocasiões.

      O Sporting reagiu, pressionando desde cedo a saída de bola do Benfica e aproveitando a sua qualidade de posse de bola, foi-se cercando da baliza de Juanjo, e ao minuto 8’ o seu esforço viria a dar frutos, Diogo no aproveitamento de um ressalto após um canto restabeleceu a igualdade no marcador.

      A primeira parte prossegui equilibrada, com o Benfica num bloco mais baixo tentando explorar a profundidade dada pelos seus pivots contrastando com uma equipa do Sporting a pressionar mais alto e com um pouco mais de posse de bola, mas sem grandes oportunidades claras de golo de parte a parte, foi assim que se chegou ao intervalo.

      A segunda-parte prossegui com a mesma toada de equilíbrio, num entanto fruto do desgaste foi ficando uma partida mais aberta e com mais espaço para ambas as partes, e foi precisamente num lance de contra-ataque, coisa rara até então, que o Benfica por intermédio do seu pivot Alan Brandi, quando estavam decorridos 12 minutos da 2ª parte, aproveitou o espaço concedido por Caio Japa e com um remate seco traiu Cristiano restabelecendo a vantagem no marcador para os encarnados.

      Nuno Dias não esperou muito tempo, e ultrapassados 2 minutos após o golo do Benfica, decidiu pedir um time-out para preparar o 5 para 4, no entanto até nesta situação de jogo, denotou-se claramente o equilíbrio e conhecimento entre as duas equipas que se prolongou até ao final da partida, com um Benfica bem preparado para aguentar o “forcing” da equipa de Nuno Dias, e um Sporting que permitiu poucas recuperações à equipa de Joel Rocha para aproveitar a baliza deserta.

      De destacar que quando faltavam poucos segundos para terminar a partida, Juanjo e Gonçalo Alves salvaram quase em cima da linha a melhor ocasião do Sporting neste período, o jogo terminou assim com o resultado final de 2-1.

      O Benfica confirma assim a invencibilidade esta temporada, e o seu recente ascendente nos dérbis com o rival de Lisboa, tendo nos últimos 7 jogos ganho 5 e empatando e perdendo apenas um.

      O Benfica passou assim a final da Taça, onde irá defrontar o vencedor do encontro entre o atual vencedor da prova, o Fundão ou o Modicus.

    • Resumo da 1ª ronda dos playoffs da NHL

      Categoria de Carey Price parou Mika Zibanejad e o resto dos Ottawa Senators (Adrian Wyld/THE CANADIAN PRESS/AP)
      2 Maio, 2015
      NHL

      A temporada mais esperada pelos adeptos da NHL está em pleno andamento e a primeira ronda, para muitos a mais interessante, está concluída.
      Neste artigo vamos olhar, por ordem cronológica de conclusão, para o que de mais importante se passou nas oito séries já disputadas nesta Primavera e, posteriormente, antecipar o que podemos esperar dos embates da segunda ronda.

      (P1 – 1º Classificado da Divisão do Pacífico, M- Divisão Metropolitana, A-Divisão dos Atlântico, C- Divisão Central, WC- Wild Card)

      (P1) Anaheim Ducks vs (WC2) Winnipeg Jets [4-0]

      A mais desequilibrada série da primeira ronda esteve muito longe de ser um passeio para os favoritos Anaheim Ducks mesmo que o resultado final deixe transparece tudo menos isso. De facto, nos primeiros três encontros da série, a formação canadiana partiu para o último período em vantagem no marcador mas nunca conseguiu selar o desfecho a seu favor. Na partida inaugural de uma série tremendamente física, os Jets venciam por 2-1 após 40 minutos mas permitiram que as principais estrelas do adversário acordassem de forma demolidora, com dois golos (e um total de 4 pontos) de Corey Perry, e um tento do capitão Ryan Getzlaf a colocarem os anfitriões na frente após um 5-2 final. A partida seguinte teve menos momentos de festejo mas não faltou drama. Após o improvável Adam Pardy ter colocado os visitantes novamente na liderança à entrada da etapa final, os Ducks empataram a dez minutos do fim e, com apenas vinte segundos a separarem as equipas do prolongamento, Jakob Silverberg bateu Ondrej Pavelec para oferecer a segunda vitória na série aos Ducks.
      A equipas viajaram então para Winnipeg – no regresso dos playoffs à cidade canadiana 19 anos depois de os atuais Arizona Coyotes terem deixado a cidade – e perante uma plateia em delírio, os Jets voltaram a sair na frente, trocando golos com a formação de Anaheim até ao 4-3 que o marcador apontava com vinte minutos para jogar. Contudo, os Jets voltaram a perder a hipótese de garantir o triunfo na sequência do golo do empate apontado por Ryan Kesler, e no prolongamento os Ducks desferiram o golpe de misericórdia através de Rickard Rakell, alcançando um liderança de três jogos que parecia insuperável. Esta indicação seria confirmada no jogo 4, com os visitantes a controlarem a partida e a fecharem a série após um dominante 5-2, um resultado que coloca o historial em playoffs dos novos Winnipeg Jets (antigos Atlanta Thrashers) num total de 0 vitórias em 8 partidas disputadas.

      O magnifico cenário branco criado pelos adeptos dos Winnipeg Jets não chegou para levar a equipa à vitória

      Corey Perry, com 3 golos e 7 pontos, foi o melhor pontuador da série, mas na formação de Anaheim também se destacaram os contributos de Ryan Kesler (5 pontos), um verdadeiro pesadelo para os adversários ao longo da série, e do companheiro de linha Jakob Silfverberg, que somou 6 pontos. O central Bryan Little, com 2 golos e 3 pontos, foi o melhor do lado derrotado.

      (M1) New York Rangers vs (WC2) Pittsburgh Penguins [4-1]

      Reeditando o duelo da temporada passada, vencido pelos Rangers em 7 partidas, os rivais da Divisão Metropolitana passaram cinco longos duelos a batalhar arduamente pela posse do disco, a fechar espaços e a dar muito pouco uso à criatividade, resultando de tudo isto a mais aborrecida série da primeira fase.
      No entanto foram precisos apenas 28 segundos para Derrick Brassard abrir a contagem no primeiro jogo e os Rangers dobraram a vantagem apenas uns minutos depois para tomar o controlo do encontro inaugural. Os Penguins reduziram para 2-1 no segundo período, mas isso foi tudo o que conseguiram e este resultado final haveria de se repetir ao longo da contenda. No jogo 2, a formação de NY voltou a assumir a liderança bem cedo, mas desta vez a resposta dos visitantes foi mais acutilante e, com o capitão Sidney Crosby em destaque, os Penguins saíram com uma vitória por 4-3 e a série empatada na mudança para Pittsburgh. Num pavilhão que tem sido madrasto para os campeões de 2009, os favoritos Rangers tomaram a liderança por 2-0 no jogo 3 e a pressão da equipa da casa não valeu mais que o desconto por Patric Hornqvist. O jogo 4 viu os Penguins tomarem pela primeira vez a vantagem inicial no marcador, outra vez por Hornqvist, mas Brassard haveria de empatar e no prolongamento o rookie Kevin Hayes ofereceu uma vantagem confortável de 3-1 na série ao vencedor da fase regular da NHL. De volta ao Madison Square Garden, em Manhattan, a 5ª partida teve desfecho semelhante, com Carl Hagelin a desfeitear Marc-Andre Fleury no prolongamento para garantir a 4ª vitória dos Rangers na série, todas elas por 2-1, e dar aos Penguins a sua sétima derrota consecutiva em jogos dos playoffs decididos no prolongamento.

      Carl Hagelin (#62) celebra o golo que deitou os Pittsburgh Penguins por terra (AP Photo/Julie Jacobson)

      Numa série onde brilharam essencialmente os guardiões Henrik Lundqvist e Marc-André Fleury, a diferença esteve, em parte, na falta de poder de fogo de uma equipa dos Penguins que não pôde contar com três dos seus quatro melhores defesas e teve a estrela Evgeni Malkin claramente limitado, saindo com 0 pontos da série. Assim, Crosby (4 pontos) e Hornqvist (2G) foram os melhores da formação de Pittsburgh, enquanto a profundidade dos Rangers fez a diferença, com sete jogadores diferentes a somarem golos na série, incluindo os três apontados por Derrick Brassard.

      (C2) Nashville Predators vs (C3) Chicago Blackhawks [2-4]

      A defrontar umas das formações mais bem-sucedidas da NHL nas últimas temporadas, os Nashville Predators, apoiados pelo seu público, não podiam ter desejado melhor começo para a série, marcando três golos de rajada no jogo 1 para tomar conta do jogo inaugural. Contudo, a mudança de guarda-redes nos Blackhawks, com a entrada de Scott Darling para o lugar de Corey Crawford, acalmou os visitantes e o empate foi restabelecido logo no 2º período, mantendo-se até ao prolongamento número dois onde Duncan Keith bateu Pekka Rinne e confirmou uma derrota frustrante para os Predators.

      Golo de Brent Seabrook no jogo 3 catapultou os Blackhawks para a 2ª ronda. (Dennis Wierzbicki – USA TODAY Sports)

      Ainda assim, os comandados de Peter Laviolette reagiram bem no jogo 2 e empataram a série a um com uma vitória por 6-2 selada com nova série de três golos, desta vez no período final. A formação de Nashville seguiu para Chicago mas não levou o capitão e pilar defensivo Shea Weber, que saiu lesionado do 2º encontro e não jogaria novamente na série, uma ausência vital para o desenrolar do embate. No jogo 3 os Hawks retomaram o controlo da série após um 4-2 e colocaram pressão num adversário que não se poderia dar ao luxo de voltar a casa com uma desvantagem de dois jogos. Um tenso 4º jogo terminou empatado a dois após 60 minutos e seriam precisos quase outros tantos para encontrar o vencedor, com outro defesa dos Hawks, desta vez Brent Seabrook, parceiro de Keith, a terminar com o encontro em pleno 3º prolongamento.
      No jogo 5, com as costas encostadas à parede, os Predators fizeram o melhor encontro da série, vencendo convincentemente por 5-2, com um hat trick do jovem Filip Forsberg, que poucas horas antes tinha recebido a notícia da ausência entre os nomeados para melhor rookie da fase regular. À entrada para o jogo 6, a experiência dos núcleo duro da equipa de Chicago, campeã em 2010 e 2013, prometia ser preponderante para os Blackhawks fecharem a contenda em casa e os anfitriões haveriam mesmo de o fazer após recuperarem de duas desvantagens de dois golos. Desta vez os papéis de Crawford e Darling inverteram-se, e foi mesmo o habitual titular a ver do gelo a bela sequência de movimentos que permitiu a Duncan Keith encontrar um espaço para disparar o 4-3 final da partida, e dar o quarto triunfo à sua equipa.

      Jonathan Toews, capitão da formação de Chicago, obteve 3 golos e 8 pontos para liderar os companheiros à vitória na série, com Keith e Patrick Kane, que regressou no jogo 1 após várias semanas afastado por lesão, a somarem 7 pontos. Do outro lado, Colin Wilson, com cinco golos e a dupla James Neal/Filip Forsberg, ambos com 4, estiveram de mira afinada.

      (C1) St. Louis Blues vs (WC1) Minnesota Wild [2-4]

      Na NHL não existe posição mais importante que a de guarda-redes e numa curta série de playoffs o seu desempenho tem ainda mais relevância para o resultado final. Nos últimos anos, os Blues tinham visto as suas eliminações prematuras serem, em grande parte, determinadas pela incapacidade para vencer a batalha na baliza, e existia o receio que o mesmo ocorresse de novo tendo pela frente o motivadíssimo Devan Dubnyk, que desempenhou papel essencial na recuperação dos Wild na tabela e consequentemente qualificação para os playoffs.
      Contudo, não terá sido por aí que o triunfo da formação do Minnesota na série começou a ser construído, já que os visitantes “roubaram” o jogo 1 em St. Louis por 4-2 devido essencialmente a uma sólida exibição colectiva. Dois dias depois, a balança pendeu para o outro lado devido ao brilhantismo de Vladimir Tarasenko, o factor-X da candidatura dos Blues à Stanley Cup, que justificou os seus 73 pontos na fase regular ao apontar um hat trick na vitória dos anfitriões por 4-1. Já em Minnesota, Dubnyk faria sentir a sua presença no jogo 3, ao não sofrer golos na vitória convincente da sua equipa por 3-0, mas os Blues responderam com uma exibição quase perfeita no jogo 4, prevalecendo devido a uns inquestionáveis 6-1 e dando a ideia que poderiam ter tomado o controlo definitivo da disputa.

      Jason Pominville (29) e Zach Parise festejam um dos golos que ditou a eliminação dos St. Louis Blues no jogo 6 (Brace Hemmelgarn-USA TODAY Sports)

      Dubnyk tinha outras ideias para o jogo 5 e, de regresso a St.Louis, apenas o inevitável Tarasenko foi capaz de o bater para abrir o marcador, com os visitantes a desfeitearem Jake Allen por quatro vezes, e o guardião dos Wild a defender os restantes 36 remates direccionados à sua baliza. Pelo terceiro ano seguido, os Blues enfrentavam a eliminação num jogo 6 disputado fora de casa e, mais uma vez, a formação comandada por Ken Hitchcock não conseguiu aguentar a pressão, sucumbindo por 4-1 num encontro em que o jovem Allen foi mal batido em duas ocasiões, e do outro lado Dubnyk segurou o resultado quando foi preciso.

      Os seis golos de Tarasenko foram o máximo alcançado na NHL durante a primeira ronda, e as oito assistência de Kevin Shattenkirk também não foram superadas, mas o desempenho do par não chegou para levar a equipa à vitória já que David Backes, Alexander Steen, TJ Oshie e Jaden Schwartz não conseguiram facturar mais que uma vez cada. Do outro lado, para lá de Dubnyk, a grande responsabilidade pela vitória na série recai sobre a principal linha de ataque, formada por Jason Pominville, Mikael Granlund e Zach Parise, que combinaram para obter 17 pontos e vários golos decisivos, incluindo dois tentos cruciais do capitão no jogo 6.

      (P2) Vancouver Canucks vs (P3) Calgary Flames [2-4]

      A rivalidade entre as duas equipas do Oeste Canadiano tinha determinado várias séries memoráveis ao longo dos anos e em 2014-15 não faltou paixão a este reencontro. Canucks e Flames trocaram “cumprimentos” tanto dentro como fora do gelo, e no final saiu por cima a energia e vitalidade dos mais jovens contra os experiente oponentes.
      No jogo 1, em Vancouver, os Canucks saíram na frente com um tento do rookie Bo Horvat, mas os Flames concretizaram a reviravolta com um golo do defesa Kris Russell a apenas 30 segundos do fim do 3º período. O empate na série surgiria no jogo 2, uma vitória por 4-1 dos anfitriões que ficou marcada por uma enorme escaramuça nos últimos segundos da partida já com o resultado definido.

      Num sonoro Scottiabank Saddledome em Calgary, para o jogo 3, os Flames tomaram novamente a dianteira na série com uma vitória por 4-2, após golos do estreante Sam Bennett e de Sean Monahan no período final terem consumado a pressão da equipa da casa. No jogo 4, a formação de Calgary haveria de garantir uma liderança de dois jogos na série após novo triunfo, desta vez por 3-1, com todos os golos da partida a serem conseguidos no primeiro período, altura em que Ryan Miller roubou a Eddie Lack o lugar na defesa da baliza dos Canucks. Sem outra hipótese para se manterem vivos que averbar a vitória em casa no jogo 5, os Canucks não começaram de melhor maneira, com David Jones a marcar primeiro para os visitantes, mas a equipa forçou a nota e conseguiu virar o resultado devido aos tentos de Nick Bonino e Daniel Sedin, forçando assim nova viagem até Calgary.

      Johnny Gaudreau marcou na reviravolta dos Flames no jogo 6 (Jeff McIntosh/The Canadian Press via AP)

      Num jogo louco, a formação de Vancouver marcou por três vezes nos primeiros 10 minutos, provocando a substituição de Jonas Hiller por Karri Ramo e parecendo apontar para a existência de um jogo 7, mas os Flames não desistiram, mostrando a tremenda atitude competitiva que foi essencial para o surpreendente sucesso nesta temporada. Johnny Gaudreau apontou o 3-3 com cinco minutos jogados no segundo período, sucedendo aos companheiros Micheal Ferland e Sean Monahan nos festejos, e nem o 4-3 para os Canucks, apontado por Luca Sbisa, demoveu os jogadores e adeptos dos Flames. No terceiro período, Jiri Hudler restabeleceu o empate, Matt Stajan deu a vantagem pela primeira vez no encontro aos Flames, e tanto Ferland como Hudler bisaram na baliza deserta para fechar o resultado em 7-4 e concluir a série em 4-2 para os vermelhos de Calgary.

      A principal linha de ataque dos Flames demorou a entrar na série, mas, após os seis encontros disputados, Sean Monahan (2 G, 5 pontos), Johnny Gaudreau (2 G, 6 pontos) e Jiri Hudler (3G, 6 pontos) ajudaram a equipa a dar mais um passo em frente na temporada de sonho da equipa do estado de Alberta, que continua sem poder contar com o contributo do capitão Mark Giordano, lesionado desde o início de Março. Por outro lado, os Canucks, a equipa com a média de idades mais elevada da NHL, deixaram escapar provavelmente a última hipótese (por mais ténue que fosse) de fazer uma campanha vitoriosa com os irmãos Sedin (ambos acabaram com 4 pontos na série) que, prestes a fazer 35 anos, não tiveram a ajuda necessária para bater uma formação bem mais rápida, agressiva e resiliente.

      (A1) Montreal Canadiens vs (WC1) Ottawa Senators [4-2]

      O outro embate totalmente canadiano desta ronda, desta vez na Conferência Este, foi igualmente intenso e físico, mas adicionou salpicos de polémica fora do gelo, principalmente após P.K. Subban, principal defesa dos Canadiens, ter tentado “abater” o pulso de Mark Stone, rookie sensação dos Senators, durante o 2º período do jogo 1. A formação de Ottawa entrou motivada pela extraordinária recuperação que possibilitou o apuramento para os playoffs depois de terem estado a 14 pontos dos lugares de acesso, e os Sens até abriram o marcador da série, por Milan Michalek, antes de um segundo período com seis golos (mais o incidente mencionado) ter visto os Canadiens sair por cima após o jogo 1 e uma vitória por 4-3. O jogo 2 repetiu o resultado após 20 minutos, mas no final do tempo regulamentar as equipas estavam empatadas, com o prolongamento a cair para os Habs após Alex Galchenyuk ter superado um inconstante Andrew Hammond. O guardião estreante dos Senators, um dos principais heróis da equipa nas semanas anteriores, perdeu, devido aos sete golos sofridos e duas actuações menos felizes, o lugar de titular e foi já o veterano Craig Anderson a começar o jogo 3. Um embate onde os Sens lideraram novamente por 1-0 e que caiu, pela terceira vez consecutiva, para os Canadiens, com Dale Weise a portar-se como o improvável factor determinante, primeiro empatando a um com seis minutos para jogar e depois decidindo a contenda no prolongamento.

      Lesão de Mark Stone no pulso provocada por PK Subban foi o momento mais polémico da 1ª ronda (Photo: Eric Bolte, USA TODAY Sports)

      A desvantagem de três jogos era tremendamente penalizadora para os Senators, mas a formação da capital canadiana não iria terminar a temporada sem dar luta. O rookie Mike Hoffman, a meio do 3º período de um fechado jogo 4 onde brilharam Anderson e Carey Price, foi o único capaz de colocar o disco na baliza e os Sens prologaram a série, assinalando um regresso ao Bell Center de Montreal. Dois golos de um apagado Bobby Ryan ajudaram ao triunfo dos visitantes por 5-1 no jogo 5, e a hipótese de uma reviravolta histórica começou a ser aventada.
      Contudo, o espectacular Carey Price, provavelmente o mais valioso jogador da fase regular, não queria colaborar na reviravolta e no jogo 6, apesar dos 43 remates e incontáveis oportunidades de golo, não houve maneira de os Senators responderem ao golo solitário de Brendan Gallagher. Max Pacioretty ainda fez o 2-0 a um segundo do final, mas por esta altura já os seus colegas agradeciam ao guardião canadiano uma vitória que selou a passagem em seis partidas.

      Numa série onde o imperturbável Price foi gigante nos momentos decisivos (1.94 GAA, 0.939 SV%), não existiu qualquer elemento de ambos os lados a somar mais de 4 pontos. Do lado dos Canadiens, PK Subban, que falhou a segunda metade do jogo 1 e escapou a uma suspensão depois, averbou um golo e três assistências, enquanto nos Senators os avançados Mark Stone (limitado pelo golpe de Subban) e Mika Zibanejad, assim como os defesas Erik Karlsson e Patrick Wiercioch (2G), estiveram em destaque no marcador.

      (M2) Washington Capitals vs (M3) New York Islanders [4-3]

      As duas formações que militam na Divisão Metropolitana acabaram a fase regular empatadas com 101 pontos somados e o equilíbrio manteve-se no embate nos playoffs. Os critérios de desempate proporcionaram o factor casa à formação de Washington, mas essa vantagem rapidamente mudou de mãos após os Islanders terem vencido o primeiro encontro no Verizon Center da capital americana, numa partida infeliz do guardião titular dos Caps, Braden Holtby, que deixou entrar um remate defensável de Brock Nelson para o 1-0 e viu o disco passar em mais três ocasiões. A derrota por 4-1 no jogo 1 não pareceu servir de aviso aos Capitals, que se viram a perder por dois golos no jogo 2, mas Nicklas Backstrom e Alex Ovechkin ainda acordaram a tempo de ajudar a equipa a virar o encontro e sair com uma indispensável igualdade a um no placar da série após duas partidas.

      No velhinho Nassau Coliseum para o jogo 3, os Islanders, fortemente apoiados pelos seus adeptos, dominaram a contenda mas não conseguiram garantir o triunfo no tempo regulamentar, tendo que disputar apenas mais 15 segundos no período extra até John Tavares bater Braden Holtby, garantindo o 2-1 na partida e no placar da série. O jogo 4 terminou com o mesmo empate a um no final dos 60 minutos, mas a sorte no prolongamento sorriu dessa vez aos visitantes, com Nicklas Backstrom a superar Jaroslav Halak num remate de longe que o guardião eslovaco não viu partir.

      Luso-Canadiano John Tavares decidiu o jogo 3 no prolongamento mas o triunfo não foi suficiente para os NY Islanders seguirem em frente (AP Photo/Seth Wenig)

      Depois de terem estado a um ressalto de uma liderança de dois jogos na série, os Islanders voltaram a Washington dispostos a merecer a oportunidade de fechar, no jogo 6, pela primeira vez em 22 anos uma série de playoffs, e começaram inclusive melhor devido ao tento apontado por Josh Bailey. Contudo, Evgeni Kuznetsov empatou pouco depois e o jovem russo haveria ainda de bisar mais tarde para fazer o quarto dos cinco golos dos Caps na partida.

      O 3-2 a favor da formação de Washington fazia do jogo seguinte uma partida fundamental para os Isles, não só por enfrentarem a eliminação, mas também porque uma derrota tornava o encontro, desde logo, no último da história do Nassau Coliseum, uma vez que a equipa vai mudar-se para o Barclays Center em Brooklyn, NY, no começo da nova temporada. Um belo golo de John Tavares inaugurou a contagem mas John Carlson empatou pouco depois, com a formação da casa a garantir a vitória apenas no período final, primeiro com o tento de Nikolay Kulemin, marcado apenas segundos depois de Ovechkin ter placado violentamente Tavares junto às tabelas, e depois com Cal Clatterbuck a acertar na baliza deserta para o 3-1 final.
      A expectativa para o primeiro jogo 7 dos playoffs deste ano era enorme mas o embate foi, na maioria, um confronto de vontades entre os Washington Capitals e Jaroslav Halak, já que os seus colegas nunca pareceram entrar verdadeiramente na partida, terminando com apenas 11 remates, um novo mínimo em jogos 7 nos playoffs. O eslovaco adiou ao máximo o tento inaugural mas, no final do segundo período, Joel Ward deu mesmo a vantagem aos Caps, que viriam a sofrer um empate fortuito num lance de Frans Nielsen que Holtby devia ter bloqueado. Com tudo em aberto apesar do domínio dos da casa, seria Kuznetzov a decidir com um fantástico movimento que deixou vários defesas pelo caminho e só parou com o disco nas redes de Halak, com o 2-1 a ser mais que suficiente para os Capitals ganharem uma ronda pela primeira vez desde 2011.

      Nicklas Backstrom, com 3 golos e 6 pontos, e Ovechkin, com 5 pontos, foram obviamente essenciais para o sucesso dos Capitals, mas foram as prestações de Kuznetsov (3 G, 4 pontos) nos jogos 5 e 7 a dar que falar, com o ala russo de 22 anos a mostrar no maior palco a razão pela qual o atraso na sua chegada a Washington provocou tanta ansiedade. Nos Islanders, John Tavares esteve ao seu nível habitual, liderando a equipa com 6 pontos (2G), mas a falta de Travis Hamonic e Lubomir Visnovsky, este após o jogo 4, foi muto sentida no sector defensivo, deixando Halak mais exposto ao poder de fogo dos Capitals do que seria aconselhável.

      (A1) Tampa Bay Lightning vs (A3) Detroit Red Wings [4-3]

      A última série a ser resolvida foi também a mais imprevisível, com os seis primeiros encontros a terem sempre vencedores diferentes do anterior, algo que também pode ser explicado pelo facto de ambas as equipas contarem com guardiões que nunca antes tinham disputado os playoffs da NHL.
      Petr Mrazek roubou a titularidade na baliza dos Wings a Jimmy Howard nas últimas semanas da fase regular e a decisão de Mike Babcock produziu resultados logo no primeiro encontro disputado em Tampa Bay, com o checo a parar 44 dos 46 remates dos Bolts na vitória da sua equipa por 4-2. Dias depois, o jovem guardião de 23 anos seria menos feliz no jogo 2, sofrendo cinco golos da equipa mais concretizadora da fase regular da NHL na derrota por 5-1. Cumprindo com os altos e baixos que têm dominado a sua carreira até este momento, o guardião dos Wings voltou à mó de cima no jogo 3, fechando a baliza no triunfo caseiro da sua equipa por 3-0. Os favoritos Lightning ficavam em situação delicada caso perdessem o jogo 4, e os golos dos suecos Gustav Nyquist e Joakim Andersson deram uma vantagem de dois golos à formação de Detroit à entrada do último período. Contudo, com a passagem à fase seguinte em perigo, o central Tyler Johnson tomou as rédeas do encontro, tendo reduzido o marcador primeiro, assistindo depois Ondrej Palat para o empate a dois e completando a reviravolta dos visitantes com o tento decisivo no prolongamento.

      Prestação de Tyler Johnson atirou os Detroit Red Wings para fora dos playoffs. (AP Photo/Chris O’Meara)

      No jogo 5, os olhares viraram-se para o desempenho do guardião da formação de Tampa Bay, com Ben Bishop a sofrer por três vezes enquanto do outro lado Mrazek era novamente perfeito na vitória dos Wings por 4-0 (o outro golo foi marcado na baliza deserta). A liderar a série por 3-2, os comandados de Mike Babcock tinham a oportunidade de concluir o trabalho em casa mas não foram capazes, sofrendo os três primeiros golos do encontro, dois deles apontados pelo irrequieto Tyler Johnson, e conseguindo ainda reduzir para a margem mínima com um bis de Tomas Tatar antes de Alex Killorn ter apontado o 4-2 isolado perante Mrazek.
      Apesar da vitória, Ben Bishop pareceu intranquilo e perto de vacilar em vários momentos do jogo 6, e os Wings entraram a pressionar o guardião na partida decisiva que tiveram que disputar sem os préstimos de dois dos seus principais defesas, Marek Zidlicky (lesionado) e Niklas Kronwall (suspenso após uma placagem ilegal em Nikita Kucherov no jogo 6). Os visitantes somaram 23 remates contra apenas 14 dos Bolts nos dois primeiros períodos da partida mas não conseguiram alterar o nulo e, como quem não marca arrisca-se a sofrer, o momento que decidiu a série acabou por ocorrer na outra baliza. Assim, Braydon Coburn, defesa recrutado aos Philadelphia Flyers no dia limite de trocas, bateu Mrazek com um remate colocado e deu a vantagem aos da casa com 16 minutos para jogar. Os esforços dos visitantes para igualar o encontro não resultaram e um despejo de Anton Stralman encontrou a baliza vazia perto do fim para selar o passaporte dos Tampa Bay Lightning para a 2ª ronda.

      No balanço da série, tanto Bishop (1.87 GAA, 0.922 SV%) como Mrazek (2.11 GAA, 0.925 SV%) saíram de cabeça levantada, mas o mesmo não pode ser dito de dois dos principais avançados presentes, já que Steven Stamkos não conseguiu apontar qualquer golo para os Bolts, e o mesmo aconteceu com o sueco Henrik Zetterberg, dos Detroit Red Wings, tendo ambos terminado com apenas três assistências somadas. Pavel Datsyuk (5 pontos) e Tomas Tatar, os dois com três golos marcados, foram os melhores do lado dos Red Wings, enquanto a formação de Tampa Bay bem pode agradecer a passagem ao grande desempenho de Tyler Johnson, que somou 6 golos na série, igualando assim Vladimir Tarasenko como o máximo goleador da ronda inaugural dos playoffs da NHL.

      Com a primeira ronda fechada, oito equipas mantêm-se embrenhadas no sonho de levantar a Stanley Cup em meados de Junho. Os encontros da segunda ronda, habitualmente nomeadas de finais de Divisão, são os seguintes:

      (A1) Montreal Canadiens vs Tampa Bay Lightning (A2)

      Uma reedição do embate da 1ª ronda do ano passado que a formação canadiana resolveu em apenas 4 partidas, com as principais diferenças a serem encontradas nos Bolts, que nessa altura não puderam contar com o lesionado Ben Bihop, e têm hoje um conjunto de jovens talentos com mais uma temporada de experiência na NHL. Além disso, Carey Price, apesar do incrível desempenho na fase regular, foi incapaz de vencer a equipa de Tampa Bay nas cinco partidas jogadas nesta temporada, e nos últimos cinco confrontos entre as equipas disputados em Montreal os visitantes saíram sempre por cima. Os Habs tiveram imensas dificuldades com a velocidade e energia dos Senators, e os Lightning são ainda mais fortes nesse capítulo, tendo uma defesa bem mais capaz de anular um ataque canadiano que tem tendência a desaparecer por longos períodos.
      Ainda assim, Price carregou a equipa às costas até aqui, pelo que resta esperar para saber se desta vez isso será suficiente.

      Previsão: Tampa Bay Lightning em 6

      (M1) New York Rangers vs Washington Capitals (M2)

      Pela quinta vez em sete temporadas, Rangers e Capitals encontram-se nos playoffs, com a história a mostrar que as séries foram concluídas apenas após o sétimo jogo em três dessas ocasiões. A formação capitaneada por Alex Ovechkin venceu as duas primeiras, em 2009 e 2011, enquanto os Rangers responderam com triunfos em 2012 e 2013.
      Dois excelentes guardiões em confronto, defesas das mais profundas da NHL e ataques onde predominam a capacidade física, no lado de Washington, e a velocidade, nos Rangers, fazem antever uma longa série. Podem os grandes favoritos na Conferência Este dar mais um passo rumo a nova presença na final da Stanley Cup?

      Previsão: NY Rangers em 7

      Os Anaheim Ducks são claramente favoritos na série contra os Calgary Flames (Getty Images)

      (P1) Anaheim Ducks vs Calgary Flames (P3)
      Como tão bem disse Jim Hughson, conhecida voz da televisão pública canadiana, no final da série contra os Canucks: “The kids from Calgary are going to Disneyland!”.
      No início do ano muito poucos acreditariam que os Flames chegariam aos playoffs, quanto mais à segunda ronda (que não atingiam desde 2004), e por isso a pressão sobre a equipa nesta disputa com os imensamente favoritos Ducks é quase nula. Ainda assim, a continuação do milagre parece pouco provável diante de uma formação experimentada mas que não voltou a passar da 2ª ronda após 2007, quando venceu a Stanley Cup. Corey Perry, Ryan Getzlaf, Ryan Kesler e companhia não podem desperdiçar esta oportunidade e este deve ser mesmo o fim da linha para a inexplicável viagem dos Flames.

      Previsão: Anaheim Ducks em 5

      (C1) Chicago Blackhawks vs Minnesota Wild (WC2)

      Os Chicago Blackhawks eliminaram a formação do Minnesota dos playoffs nas duas temporadas mais recentes, primeiro em 5 jogos e depois em 6. Contudo, na Primavera de 2014 pouco separou as equipas e os Wild estão claramente mais fortes este ano, contando com um trunfo na baliza (Dubnyk) que não tinham antes e o capital de confiança adquirido devido à impressionante eliminação dos St. Louis Blues, vencedores da divisão na fase regular. É verdade que os Blackhawks continuam a ser a máquina mais temida da Conferência Oeste e têm enorme experiência nas inevitáveis situações de pressão, mas a equipa já começa a mostrar veterania em alguns elementos-chave e a fome de sucesso está do outro lado, o que pode ser determinante.

      Previsão: Minnesota Wild em 7

    • Liga Europeia: Barreiros espera que à terceira seja de vez!

      (Foto: http://www.fotosdacurva.com/)
      1 Maio, 2015

      O PalaSind, em Bassano de Grappa, na Itália, vai acolher a Final-Four da Liga Europeia de Hóquei em Patins, temporada 2014/15.

      No atual plantel do Futebol Clube do Porto, o jogador que mais títulos europeus tem no currículo, é Ricardo Barreiros, que venceu dois títulos, em 2010/11 e 2011/12, ao serviço do Hockey Club Liceo, da Corunha. Depois, já se sabe: duas presenças na final, ao serviço do Futebol Clube do Porto, com derrotas com o Benfica (2012/13) e FC Barcelona (2013/14). Agora, Ricardo Barreiros espera que à terceira seja de vez!

      Na conferência de imprensa de antevisão a esta Final-Four, Barreiros deixou um discurso motivacional e de esperança no sucesso: “Sentimos sempre que pode ser o ano do FC Porto na Europa. O facto de nos últimos anos termos estado sempre presentes, eliminado equipas que eram possíveis candidatas, mostra que é legítimo aspirar a conquistar a taça seja em que ano for. Vai ser a terceira participação e esperamos que à terceira seja de vez! A confiança tem de estar no máximo, porque só ganha quem lá está!”

      Nas meias-finais, o FC Porto joga com o CP Vic, de Espanha (Sábado, pelas 16:00h, Porto Canal), enquanto o anfitrião do torneio, Hockey Breganze – onde atua o português Sérgio Silva e o brasileiro Cláudio Selva – defronta o poderoso FC Barcelona.

    • Liga Europeia: Tó Neves quer chegar à terceira final

      (foto: Record)
      1 Maio, 2015

      Em 1989/90. Tó Neves participou, enquanto jogador de hóquei em patins do Futebol Clube do Porto, na conquista do segundo – e último – título de campeão europeu conquistado pelos “dragões”.

      Há dois anos, o FC Porto perdeu a final disputada no Dragão Caixa, no “golo de ouro” com o Benfica. No ano passado, mais uma final perdida, no Palau Blaugrana, frente ao FC Barcelona. No historial da modalidade, as equipas portuguesas “ganham” aos espanhóis em… finais perdidas: os portistas perderam 10 finais e o Benfica 5.

      Em número de títulos conquistados, os portistas já ergueram a antiga Taça dos Campeões Europeus por duas vezes (1985/86 e 1989/90), enquanto o Benfica venceu por uma vez, a atual Liga Europeia, na tal final portuense de 2012/13.

      Para se jogar essas finais, no entanto, é preciso vencer nas meias-finais, e essa parece ser o principal objetivo de Tó Neves: “poder vencer o Vic e estar na final”, disse o técnico portista, em declarações ao site oficial do clube e ao Porto Canal.

      “Nos últimos anos temos sido, em termos europeus, uma equipa bastante competente e temos conseguido chegar à final desta competição. O nosso foco está em vencer o Vic e estar novamente nessa fase, sabendo que só chegam à final a quatro as equipas mais fortes. Se, no ano passado, nos calhou o Vendrell na meia-final – uma equipa que havia ganho a Taça do Rei e que tinha eliminado o Barcelona nessa competição -, este ano vamos ter novamente no nosso caminho a equipa que venceu a Taça do Rei. É uma equipa bastante competente e penso até que é um pouco superior ao nosso adversário do ano passado”, relembrou Tó Neves, que prosseguiu: “É uma equipa típica do hóquei espanhol, muito homogénea e com um guarda-redes soberbo. Tem uma defesa muito complicada, um ataque sempre muito prolongado e sofre pouquíssimos golos. Com certeza que o domínio de jogo vai ser repartido, pelo que teremos de nos manter fiéis ao nosso modelo, mas temos de ter muitas cautelas. Teremos de nos adaptar ao Vic em muitos momentos e vamos ter bastantes dificuldades, mas acredito que possamos chegar a mais uma final!”

      A Final-Four da Liga Europeia de Hóquei em Patins 2014/15 disputa-se neste fim-de-semana (2 e 3 de Maio) em Bassano de Grappa, na Itália.

    • Portugal vence na Ucrânia e volta a sonhar com o apuramento

      Portugal venceu a Ucrânia
      30 Abril, 2015

      Com um grupo tão difícil, o cenário de apuramento nunca pareceu fácil. Duas derrotas depois, ficou ainda mais difícil. Mas, ao terceiro jogo, chegou a primeira vitória, com uma excelente exibição e a equipa das ‘Quinas’ volta a acreditar em chegar ao Campeonato Europeu de 2016.

      Com Alfredo Quintana na baliza, Rui Silva a organizar acompanhado por Gilberto Duarte e João Ferraz no jogo exterior, e com Bruno Moreira a pivot, Fábio Vidrago e Pedro Portela, nas pontas, Portugal entrou muito forte em jogo. Em Kiev, a Ucrânia só esteve em vantagem no primeiro minuto, quando fez o 1-0. Depois, Pedro Portela empatou, de livre de sete metros e, aos cinco minutos, o ponta-direito do Sporting fazia o seu terceiro golo e o 1-4 para Portugal.

      Continuou muito bem Portugal e pouco depois dos 20 minutos, Fábio Vidrago fez o 6-13, a maior vantagem do encontro. Mas, a Ucrânia ainda apertou nos minutos finais e chegou a encurtar para 11-15. No último fôlego, Gilberto Duarte marcou um grande golo, de livre de nove metros, e fez o 12-17, à saída para o intervalo.

      No segundo tempo, reentrou bem a equipa da casa e aos 0ito minutos começava a ameaçar (17-20). Bruno Moreira sossegou a equipa, ao apontar o 17-21. À entrada dos dez minutos finais, Portugal vencia por 20-26 e parecia caminhar para uma vitória tranquila. Mas, um mau período de jogo e um parcial de 4-0 para os ucranianos voltou a colocar em risco a vitória (24-26). Gilberto Duarte, dos nove metros, ‘estancou a ferida’ e devolveu a confiança à equipa. Fábio Vidrago aproveitou o embalo e pouco depois fez o 24-29, confirmando a vitória. Pedro Portela encerrou as contas, ao apontar o 26-32.

      Portugal regressa, agora, a Vila Nova de Gaia, onde Domingo recebe a Ucrânia para a quarta jornada. Na bagagem, três importantes pontos para uma equipa mais moralizada.

      “Foi uma vitória que não deixou dúvidas. E talvez por não ter deixado dúvidas tão cedo tivemos algum relaxamento e esperamos que o jogo nos trouxesse um resultado mais confortável de uma forma natural, sem nos termos posto de ‘prego a fundo'”, comentou o selecionador nacional Rolando Freitas, em declarações ao portal da Federação de Andebol.

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